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19 maio 2008 - 10h33

Wando e as calcinhas

A coisa não anda nada cristalina. Entendemos de calcinhas, todos nós. Sabemos quais estão limpas e quais não.

Ainda é cedo. Mas não é muito cedo. Aliás, já é tarde para perceber que este time (que não é o Atlético) continua ‘jogando’ do mesmo jeito, que está um ‘cheiro esquisito’ no ar, o tal do ‘cheiro do ralo'(que não aquele que analogamente esperamos: perfumado, estimulante, animal, baconiano), a saber:

1 – time sem criação; só o Netinho pra construir jogadas, pois os volantes não tem obrigação disso: se já tá com 5 caras lá no fundo, então por que razão dois volantes? Ou tira um zagueiro ou um volante, senão é retranca total! = não sabem chegar.

2 – time com técnico morno; contrariando a característica de ofensividade que sempre tivemos, contra uma baba desse São Paulo B, parece que fica satisfeito com o 1 x 0: dentro de casa, joga atrás e deixa o adversário com mais posse de bola que nós > Absurdo! Tava na cara que iam empatar, desde o final do 1ºtempo. Já está tendo chance demais pra mostrar a que veio esse tal de Ney, começo a desconfiar de sua ‘força’: indicações que não deram certo, retranca, falta de jogadas ensaiadas, substituições sem efeito, discurso de sempre…sei não: cadê o ‘dedo do intervalo’? Enfiou aonde, seu técnico? = não sabem manipular.

3 – time que marca gols só de cabeça; a la cruzamento na área vindo de bola parada e na maioria por zagueiros ou jogadores de defesa, ou seja: não há jogadas normais, com bola rolando, que concluam em gol = não sabem penetrar.

4 – time sem laterais; será que naquele CT não tem nenhum lateral esquerdo de ofício que possa ser escalado pra ganhar ritmo de jogo (fora aquele Simpson do Michel)? Por que tem que improvisar sempre? Por onde andou Nei Van Diesel no 2º tempo? Não vi ele em campo, de certo tava fissurado pela convocação pra seleção do Anão da Branca de Neve, ou seja: o camarada Franco joga com 3 zagueiros e os ‘alas’ não sobem, não apoiam: que raio de esquema é esse? 7-2-1? Isso tá parecendo jogo de ‘caçador’ do tempo de pivete: todo mundo lá atrás e só um na frente pra tentar acertar a cabeça dos outros = não sabem entrar por trás.

5 – time sem centro-avante; se eu fosse um possível comprador do Pedro Oldoni e tivesse vindo pra decidir a compra hoje, tinha levantado e ido pra Crystal, pois esse futebolzinho dele não dá nem pra inglês ver (o que é capaz de fazer um cachorrinho na vida de um cara…e ainda o seu companheiro filhote da Cássia eller foi embora: depois disso tudo nunca mais jogou nada). Marcelo Ramos já virou galho seco, não adianta: não sabe se colocar em campo, ou tá impedido ou fora do lance, não tem mais impulsão alguma, além de não saber cabecear, não tem mais tempo de bola, agilidade nem velocidade = não sabem botar lá dentro.

6 – time sem capitão. Time com Danilo: o coitado faz gol, mas também dá gol pros outros, sempre = não sabem conquistar.

Esse aí em cima é o time que estamos vendo e não é de hoje. Sem laterais, com excesso de defensores, com falta de jogadores de criação e com carência de bons centro-avantes. E o pior: sem mudanças. Portanto sem meios para. Conclusivamente: sem fins (finalidades, conquistas).

Pergunto-me qual o motivo da insistência neste ‘esquema’ furado que já não vem dando certo desde o começo do ano, haja vista a maneira como marcam gols. Parece que não há CORAGEM pra mudar as personagens e escalar os mais jovens ou os novos contratados lá do CT, os quais se dedicam mais, ao menos teoricamente.

Estes dois pontos perdidos hoje, poderão ser aqueles que acarretem no Vice lá na frente. Ou que faltem pra Libertadores. Ou que faltem pra Sulamericana. Ou que livrem de um rebaixamento.

Que coluna mais óbvia esta, não? Reli e me deu ânsia, enjôo: todo mundo tá cansado de saber sobre o que eu falei. Todo mundo vê o que eu vejo. Nenhuma novidade no front: mesmo filme, mesmos atores, mesma trilha sonora…sono.

‘-Pra que escrever então, animal?’

Porque talvez alguma alma penada fique com pena de mim e retorne forças do além-deserto (da Arábia) pro time voltar a ser o Atlético, aquele objetivo, ofensivo, goleador, o verdadeiro Furacão. Quando contrariam a nossa natureza, só da cagada: Levir lá no jogo de Erechim em 2004; Lopes no Morumbi em 2005; o músico no paranaense e na Copa do Brasil este ano; o mesmo ‘show’ hoje no brasileirão.

‘-Vai tocar um ROCK, Ney! Música lenta é coisa pra jogador de bocha!’

Esse time aí é genérico. Comum. Música comum é chata. Ninguém vê (treinamentos no CT). Ninguém escuta (nas rádios)…ÔPA! Será que é isso que eles querem? Não serem vistos nem escutados? Deixar só os Sem Cerveja assistirem? Para que a cobrança seja quantitativamente menor?

Dá nada não. Terminem o estádio. Depois eu cobro. Por enquanto…vamos leWANDO:

/’Chora, coração..oioioi, oioioi, oioioi…chora coração…passarinho na gaiola, feito gente na prisão’/

p.s.: Wando detesta cuecas. Nós também. Wando só quer calcinhas e música lenta. Nós queremos calcinhas limpas, rock’n’roll e um pouco mais: o Atlético de volta.



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