27 jan 2009 - 18h15

Drubscky: "Ninguém está pronto para subir"

Depois de ver o Atlético Paranaense fazer história e ficar com o vice-campeonato da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o torcedor rubro-negro alimenta a expectativa de ver nomes como Raul, Manoel e Patrick na equipe profissional do Furacão. Entretanto, aumentando o coro das declarações já dadas pelo presidente Marcos Malucelli e o técnico Geninho, o coordenador das categorias de base do Atlético, Ricardo Drubscky, garantiu que nenhum atleta que atuou na Copinha será promovido a curto prazo.

“A expectativa de jogar no time principal é algo que não podemos tirar da cabeça dos jogadores, é o que coroa a formação de cada atleta. Mas deste elenco nosso, todos terão que aguardar. Ninguém está pronto para subir, precisamos ir com calma, é um processo de médio prazo. O Geninho demonstrou satisfação com o que viu na Copa São Paulo, mas ponderou para não termos pressa. É temerário promover jogadores sem critérios”, disse Drubscky, por telefone, à Gazeta do Povo Online.

O coordenador do Furacão, todavia, não descarta a promoção de algum jogador ainda nesta temporada, dependendo principalmente da necessidade do time profissional, e do amadurecimento pessoal de cada um dos atletas. “No ano passado o Atlético teve grandes dificuldades no Campeonato Brasileiro, então não podemos apressar as coisas. A promoção deles dependerá também das necessidades que possam surgir durante o ano”.

Sobre o planejamento para a temporada, Ricardo Drubscky fala em aproveitar o fato de que todos os jogadores do elenco da Copinha não estouraram a idade de juniores, para partir em busca de títulos na Copa Tribuna, na Taça Belo Horizonte e no Brasileirão Sub-20.

“Como clube grande, temos sempre que partir em busca de conquistas. Estamos trabalhando para vencer estas competições e também alguma competição que podemos disputar no exterior. A cobrança da diretoria é em cima disto: títulos e a formação do máximo de bons jogadores possíveis”, afirmou o coordenador.

Rubro-Negro busca novos talentos

Do atual time júnior do Atlético, boa parte dos jogadores não são do estado do Paraná, mas sim de outras localidades, principalmente do Nordeste. Desta forma, a folga de 30 dias concedida pela direção atleticana fez com que nenhum jogador permanecesse em Curitiba. A constatação, segundo Drubscky, faz parte da política do clube em buscar talentos por todo o país, independente de naturalidade, através de “olheiros”, parcerias e a oferta das melhores condições de treinamento.

“Todo grande clube trabalha desta forma, não importa a bandeira dos seus estados. Buscamos antes de tudo o talento, onde ele estiver. Faz parte do nosso trabalho oferecer as melhores condições para que os atletas venham trabalhar conosco. Vamos buscar até mesmo em Coritiba e Paraná estes bons atletas”, comentou, refutando porém, qualquer forma de aliciamento ilegal.

“Não fazemos isso. A lei coloca que antes dos 16 anos o jogador não pode assinar com algum clube, então ele está livre. Os pais o colocam onde quiserem enquanto ele é amador. A legislação ainda é confusa no mercado brasileiro, procuramos evitar qualquer situação ruim, mas vamos atrás dos talentos que estamos sempre observando”, completou Drubscky.



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