20 fev 2009 - 12h35

Setor Brasílio Itiberê será inaugurado em julho

Durante a entrevista coletiva concedida pela diretoria nesta quinta-feira, o vice-presidente do Conselho Administrativo do Atlético, Enio Fornéa Júnior, falou sobre o andamento das obras da Arena da Baixada e revelou que a conclusão desta estapa está muito próxima.

Segundo Fornéa, as obras estão dentro do cronograma e serão entregues até o final de junho, permitindo que as quatro mil novas cadeiras sejam utilizadas já a partir de julho. "Da data do contrato assinado, em 15 de dezembro, tivemos menos de 30 dias úteis de obra e 40% da parte da superestrutura já executada. Então, não me preocupa absolutamente essa parte do primeiro anel da Brasílio Itiberê. Vai ser concluído", garantiu o dirigente.

Ele explicou que foi convidado pelo ex-presidente do Conselho Deliberativo, Mario Celso Petraglia, a colaborar na condução das obras de conclusão da Arena ainda em outubro do ano passado. Os dois decidiram que, desta vez, o clube terceirizaria todos os serviços de engenharia. Segundo Fornéa, na primeira fase de construção do estádio o Atlético contratou operários e isso gerou uma série de dificuldades, inclusive de ordem trabalhista. "O Atlético não tem vocação de construtora. O Atlético é um clube de futebol", resumiu.

Após enviar convites a diversas empresas, Petraglia e Fornéa decidiram pela contratação da Arce Engenharia. A reunião para assinatura do contrato, em 15 de dezembro, foi o último ato de Mario Celso Petraglia relativo às obras de conclusão do estádio.

Logo em seguida, o clube contratou os pré-moldados e comprou todo o aço que será utilizado durante as obras. "Nosso cronograma se encontra dentro examente do previsto. Ou seja, 40% da superestrutura executada, com previsão de término da superestrutura, ou seja aquilo que suporta o pré-moldado, até o final do mês de maio e até o final do mês de junho esta parte deverá estar concluída", reiterou Fornéa.

Segundo Fornéa informou, 40% da superestrutura está executada [foto: Gerson Ramos]


Ele explicou que pode dar a impressão de que as obras não estão avançando em um ritmo veloz, mas que tudo está dentro do planejado. "Existem alguns setores, talvez por desconhecimento, que não conseguem enxergar o desenvolvimento da obra ainda. O serviço enterrado é um serviço que o leigo pode não enxergar, mas que dá trabalho", comentou.

Investimentos altos

O dirigente revelou ainda que o Atlético realizou investimentos vultosos para garantir a adequação do projeto às normas da Fifa. Como a entidade alterou por diversas vezes as exigências para estádios aptos a receber jogos de Copa do Mundo, o Furacão teve de readequar seu planejamento.

"O Atlético tinha um projeto pronto, que atendia a todos os encargos da Fifa para a Copa de 2006 e, depois de três mudanças, todo nosso projeto foi por água abaixo. O Atlético fez um sacrifício muito grande, um investimento muito grande para adequar o seu projeto às novas normas da Fifa", comentou Enio Fornéa. "Mesmo depois de já contratados novos projetos, vieram novas alterações – a última delas, inclusive, em setembro de 2008. E o Atlético investindo e investindo um volume de dinheiro que não poderia ter investido – para vocês terem uma idéia, o Atlético, só em projetos, já investiu em torno de R$ 3,5 milhões, para readequar o seu projeto às normas atuais. Isso clube nenhum no Brasil fez e o Atlético sempre com a sua ideia de sar um salto a frente dos outros", observou.

Ele apontou que o clube continua fazendo um grande esforço para executar as obras sem apoio financeiro de outras entidades. "O Atlético fez um sacrifício grande em termos de projeto, está fazendo também a nível de executar, porque não está tendo ajuda de absolutamente ninguém, e tudo está sendo feito dentro dos moldes e do caderno de encargos da Fifa. Caso Curitiba venha a ser indicada como sede e o estádio do Atlético, Joaquim Américo, venha a ser indicado, tudo que está sendo feito aí está sendo feito dentro do caderno de encargos da Copa 2014, custando naturalmente muito mais do que custaria para um estádio que precisasse receber jogos de Libertadores ou Sul-Americana, Campeonato Brasileiro, coisa que o valha", afirmou.

Na opinião de Enio Fornéa, o esforço atleticano será recuperado futuramente. "Mas pessoalmente eu acho que é um investimento que vale a pena para o Atlético, que nos dá um salto de qualidade muito grande em relação aos outros. É o primeiro estádio do Brasil que se preocupou com isso e é um diferencial muito grande, tanto que quando da visita da Fifa a Curitiba, eles verificaram isso e tenho certeza que vai pesar muito caso Curitiba seja escolhida como sede da Copa do Mundo", finalizou.

Sócio Furacão

O torcedor atleticano que quiser assistir aos jogos do setor Brasílio Itiberê tem de se apressar. As vendas do plano Sócio Furacão para a nova área estão em ritmo acelerado e a previsão é de que as cadeiras devem se esgotar em breve.

A menos de cinco meses da inauguração do primeiro anel da Brasílio Itiberê, convém comparecer ao Espaço Sócio Furacão para verificar as opções de cadeiras ainda disponíveis.



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