4 mar 2009 - 12h53

Conheça os destaques do Tocantins

O Atlético entra em campo nesta quarta-feira para enfrentar o Tocantins, na estreia na Copa do Brasil. É a primeira vez que o Furacão joga com o clube, Campeão Tocantinense em 2008.

Para o torcedor atleticano ter mais detalhes sobre o adversário, a Furacao.com pediu ao jornalista Gil Correia, de Tocantins, para apresentar os principais destaques do time. Ele revela que o principal desafio do clube é tentar o segundo jogo, na Arena da Baixada, e para isso o técnico Rodrigues Gato mudou o esquema tático e vai armar uma retranca para tentar parar o Furacão.

Confira a análise do jornalista:

Segundo jogo é a meta do Tocantins contra o Atlético Paranaense
Gil Correia*

Palmas – TO – Com a difícil missão de tentar segurar o Atlético Paranaense, para sonhar com a realização da segunda partida no dia 18 em Curitiba, o Tocantins entra em campo hoje, às 20h30, no estádio Nilton Santos com o descrédito da população do Estado, que ainda tem na lembrança a vexatória goleada sofrida no ano passado para o outro Atlético, o mineiro, que coincidentemente, tinha o treinador Geninho no comando.

A missão que parece impossível é válida pela primeira da fase da Copa do Brasil. Se o Atlético vencer por uma diferença de dois ou mais gols, elimina o representante do Tocantins e o jogo da volta.

O representante do Tocantins disputa a competição pela primeira vez, e sabendo que o time paranaense, que já foi campeão brasileiro, é o favorito, adotou uma postura bastante defensiva, sonhando com a surpresa de desbancar o visitante favorito ou pelo menos perder por diferença de apenas um gol, para fazer a partida de volta no dia 18, na Arena da Baixada, em Curitiba.

O técnico Rodrigues Gato, que assumiu o comando técnico da equipe na semana passada, no lugar do técnico carioca Osmar Coaracy, vai jogar no esquema 3-6-1, com Ricardo no gol, a zaga terá Marcione, Kanu e Martony, na ala direita Gleison e na esquerda Alvinho. Na frente da zaga os volantes Moura e Marabá, contando ainda com os meias Fábio Luiz e Dudu. Na frente apenas o atacante Bruno.

Mas se depender dos últimos resultados no Estadual Tocantinense, o time não deverá fazer jogo da volta. Com três partidas realizadas, o Tocantins ocupa a sétima posição com três pontos, com duas derrotas e uma vitória. A equipe foi derrotada na estréia pelo Gurupi por 5 a 2. Na seqüência perdeu para o Tocantinópolis por 3 a 2, o que motivou a queda de Osmar Coaracy, sendo efetivado o preparador físico Rodrigues Gato, que já treinou no Estado o Palmas e o Gurupi, em duas oportunidades. Na última rodada, sábado passado, o time venceu por 1 a 0, o lanterna e fraco time do Ipiranga de Aliança por 1 a 0.

Elenco

Totalmente remodelado para as competições deste ano, o campeão estadual de 2008 não convenceu nos jogos realizados e nem empolgou o torcedor da capital, que divide a atenção com mais três times: Palmas, Tubarão e o São José, que vai disputar no segundo semestre a Segunda Divisão. Alguns críticos defendem que o time é fraco e algumas contratações foram equivocadas, especialmente os jogadores que foram trazidos pelo ex-treinador. O meia Juninho, que estava jogando fora do Brasil, até hoje espera a liberação do futebol polonês para atuar. Outro que não deve ganhar condições de jogo é o atacante Neto, que veio do São Bento de Sorocaba, mas só deve estar pronto para seqüência do Estadual. Em compensação, o treinador terá a disposição dele no banco de reservas, o goleiro Tiago e o zagueiro Gustavo, que foram inscritos e relacionados no BID da CBF na tarde de ontem.

Os jogadores considerados destaques do time são o meia Fábio Luiz, oriundo do Duque de Caxias, do Rio de Janeiro e o atacante Bruno, que veio do Monte Cristo, time do estado de Goiás.O atacante foi citado pelo técnico Geninho, nas entrevistas que concedeu ao chegar no Tocantins. “Assisti a alguns jogos do Tocantins e temos que nos preocupar com o jogo aéreo e com o atacante Bruno, que se mostrou rápido”, afirmou.

Geninho chegou pregando humildade e que a “Copa do Brasil é rodeada de zebras”, citando como exemplo a eliminação precoce do próprio Atlético para o Corinthians de Alagoas. Outro que pediu respeito ao desconhecido adversário foi o atacante Rafael Moura, que não quer dar motivos ao Tocantins para crescer na partida. “Se qualquer membro da nossa delegação menosprezar o Tocantins, estaremos dando alento, motivos para que o time deles se motive ainda mais para nos enfrentar e independente de quem vamos enfrentar, temos que respeitar todos”, acrescentou o atacante.

Apoio

Se dentro das quatro linhas, o problema é com os times do Tocantins e Atlético Paranaense, fora delas está tudo pronto para que o primeiro jogo da Copa do Brasil. Segurança, saúde e pessoal de apoio estão afinados para mostrar ao clube do Paraná e ao Brasil que o Estado, embora não tenha ainda um futebol forte para competir com os grandes clubes, tem condições de organizar grandes eventos, como foi no ano passado, quando o estádio Nilton Santos recebeu o Atlético Mineiro para enfrentar o Palmas, representante do Estado naquele ano.

A expectativa é que mais de quatro mil torcedores compareçam ao Nilton Santos, pois até ontem no final da tarde, a diretoria já havia vendido cerca de dois mil ingressos. Com bastante otimismo, a diretoria estima em seis mil o público presente no estádio Nilton Santos, que tem capacidade para 12 mil pessoas.

Segundo o torcedor Mauro Santos, ele vai ao estádio para ver gols. “Gostaria muito que um time do Tocantins pudesse, pelo menos, fazer o segundo jogo, mas o nível aqui ainda é muito fraco, perto dos times grandes do Brasil, mas pelo menos temos a certeza de que vamos assistir a muitos gols, que o foco principal de qualquer jogo. Vou para apreciar e assim fica mais fácil”, disse Santos, que declarou torcer pelo Flamengo.

*Gil Correia – é jornalista, coordenador regional da RedeSat-TV Palmas na Região Sul to Tocantins, colunista do jornal O Girassol e jornalista esportivo do www.anoticia-to.com.br



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