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20 mar 2009 - 0h10

Analistas de plantão

Fica fácil analisar episódios e acontecimentos em 85 anos de “aniversários”, para quem sempre teve muito pouco ou quase nada. Tudo o que tínhamos era PAIXÃO pelo humilde clube da Baixada, pobre Baixada jogada às traças.

Agora, deste Clube Atlético Paranaense de 1995 a 2014, temos (e teremos) muitas verdades para contar, glórias para celebrar e uma história de VENCEDOR foi criada, quer seja por patrimônio ou pelo principal, que são as conquistas.

Hoje, com orgulho podemos bater no peito e dizer “somos campeões brasileiros, somos vice-campeões das Américas”, alçamos novos voos; ontem estávamos em Dallas, outro dia na Arábia, México, Argentina, Uruguai, Argentina, Chile, Equador, enfim, hoje – ou nos últimos 10/12 anos – conseguimos uma identidade de TIME GRANDE, clube forte, respeitado e temido pelos oponentes dentro e fora das quatro linhas.

Nos outros 70 anos anteriores, vivemos de nossa paixão, da paixão de nossos antepassados, de um Caju, Sicupira (???) ou, bem… Zico (o zagueiro de 70), Alfredo Gotardi, Vanderlei, Valdomiro, Rota, Djalma Santos, Julio, Nilson Borges, Beline, Charrão, Nair, Madureira, Hermes, Hidaldo, Nilo, Célio, Zé Roberto…

Puxa, como revelamos jogadores nas décadas passadas. Quanto ao Jofre Cabral e Silva, a herança que ele deixou foi o Santa Mônica Clube de Campo. Em quanto o CAP participa naquele clube?

Ah, esquecemos os custo de 67 e 68 para “revelar Djalma Santos, Nair Charrão e Nilo, Beline, Brito, Hermes, Hidaldo, Sicupira, Julio, Nilson Borges. Foi uma baita safra, colocamos vários na seleção brasileira, lembram?

Como diz o Lulalà, “foram tantos os jogadores revelados em 67, 68, 69, 70 até 1994, inclusive para a seleçõe brasileira como jamais se viu na história do Clube Atlético Paranaense.” Os que para lá foram entre 95 e 2008, nem podemos falar, pois sequer sabemos os nomes, afinal, segundos os analistas de plantão, ou as noivas como queiram, esse período é negro na história do CAP, que foi tomado por mercenários que receberam uma ARENA DE PRIMEIRO MUNDO, um CT extraordinário e reconhecido pelos rivais, isso em 1.995, quando lá chegaram. E vejam o absurdo, entregaram em 2008 um estádio carcumido, arquibancadas no tijolo bruto, montado sobre tubos e armações de ferro, com capacidade para sete ou oito mil pessoas entulhadas sem qualquer conforto, sob a chuva, sol, sereno. CT? Ah, temos o da Antartica, também deixado como herança. Por que será que fizeram tudo isso com o nosso CAP?

É, que saudades daquele tempo. Que pena e atrocidade a que nos submetemos nos últimos 12 ou 14 anos. Sermos humilhados pela conquista de dois títulos nacionais, sermos apedrejado por um vice da Libertadores, ser escrachados por participar em outras duas vezes da Libertadores, sermos gozados por jogar contra o River Plate, fato inédito nos 70 anos anteriores de nosso CAP.

Pô, os caras que colocaram o CAP nessa fria devem ser muito loucos. Querer duelar com River, Nacional, Chivas, Penharol, Bambis… Só loucos, obcecados, imperadores e egocêntricos que poderiam desejar uma maldade tão grande ao querido CAP.

É por isso que digo sempre: viva o Severiano… E viva o Jofre (pelo Santa Mônica)… e viva o Aníbal Khoury… e viva o Farinhaque e seus trambiques… e viva a pobreza de imaginação e de criatividade… e viva a mesmice… vamos viver sempre com o complexo de vira lata… e VIVA OS NOIVOS e NOIVAS…. e daí por diante.

Amém, Mister M e GG que estão nos levando a grandes vitórias contra o Cianorte, Dallas, Nacional de Rolândia.

CAP, uma história, várias vidas e gerações, conquistas e vida longa é o que todos queremos.



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