24 jun 2009 - 10h03

Torcedores foram fundamentais na construção do estádio

A construção da Arena da Baixada levou dois anos, consumiu recursos elevados do clube e concretizou um sonho de uma diretoria que ousou colocar abaixo uma estrutura antiga para construir em seu lugar o mais moderno estádio de futebol da América Latina.

A Arena da Baixada jamais seria viável não fosse o apoio da torcida atleticana. Assim que o clube decidiu derrubar o antigo Joaquim Américo, surgiu uma grande sacada de marketing: vender os pedaços do estádio para torcedores apaixonados. A ideia lembra algo que ocorreu após a derrubada do Muro de Berlim. Porém, ao contrário dos alemães, os atleticanos guardaram pedaços como forma de recordar um passado de muita luta e conquista no estádio da Baixada. Os pedaços de tijolos foram reunidos em saquinhos plásticos e vendidos aos torcedores, como forma de arrecadar recursos.

O Atlético lançou também um plano de venda de cadeiras e camarotes. Muitos torcedores adquiriram os planos antes da inauguração do estádio, sem saber se o sonho seria transformado em realidade. Esses recursos, somados aos das vendas de jogadores, foram fundamentais para que as obras avançassem.

Durante os dois anos, muitos atleticanos acompanharam de perto as obras. O movimento era tão intenso que fez com que o clube disponibilizasse um mirante para que os torcedores pudessem ver a construção da Arena. Os mais assíduos criaram um grupo (Amigos do Mirante), que se tornou conhecido pelo fanatismo.



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