25 jul 2009 - 21h54

Jogadores e técnico repetem o discurso de outras derrotas

“Serve de lição para que entremos mais ligados no início do jogo”.

“Eles estavam em cima no início do segundo tempo e entramos dormindo como nos outros jogos”.

“Infelizmente tomamos o gol que não deveríamos ter tomado. Erros acontecem e nós precisamos trabalhar para minimizar esses erros”.

“Não estávamos no nosso dia. Os gols aconteceram muito rápido. Temos que aprender com os erros, principalmente com os dessa partida, e entrar mais ligados nos jogos”.

A leitura das frases acima pode dar a entender que se trata de trechos de entrevistas concedidas pelos jogadores do Atlético após a derrota para o Avaí, neste sábado à noite. Mas a verdade é que cada uma dessas declarações ocorreu após as últimas derrotas do Furacão. A primeira é de Antonio Carlos depois dos 4 a 1 para o Grêmio no Olímpico; a segunda é de Rhodolfo depois da derrota para o Santo André por 1 a 0; a seguinte é de Waldemar Lemos depois do 1 a 0 para o Santos; e a última é de Rafael Santos, depois do vexame para o Avaí (3 a 1). As atuações têm sido tão semelhantes que até o discurso ficou igual.

Faltou atenção, não deu, é levantar a cabeça, temos de aprender com nossos erros, vamos trabalhar para melhorar no próximo jogo, infelizmente sofremos gols, vamos dar a volta por cima. Essas são algumas das expressões mais citadas por jogadores e pelo técnico Waldemar Lemos depois das recentes derrotas do Atlético.

Porém, as palavras não se convertem em realidade. A promessa de atenção redobrada no início do jogo virou piada, já que o Atlético continua sofrendo gols nos minutos iniciais. Neste sábado, o Avaí abriu o marcador com menos de dez minutos de bola rolando. Os jogadores garantem que vão aprender com os erros cometidos, mas o que se vê é a repetição dos mesmos defeitos e a sensação de que nada mudou de uma partida para a outra.

Se em partidas anteriores a desculpa de que o adversário aproveitou bem as chances e o Atlético levou azar poderia até ser convincente, desta vez o discurso ficou longe da realidade. Na visão do técnico Waldemar Lemos, o time fez um bom jogo, mas infelizmente não foi feliz. Na realidade, a equipe foi amplamente dominada pelo Avaí, que criou oportunidades para construir um placar ainda mais dilatado.



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