27 jul 2009 - 20h59

Fórmula de Malucelli é mesclar ídolos e pratas-da-casa

Contratar ídolos e dar espaço para jogadores das categorias de base. Essa é a política de Marcos Malucelli no comando do Atlético. O dirigente passou a ser responsável pelo futebol do clube em setembro de 2008, quando Mario Celso Petraglia e João Augusto Fleury da Rocha se afastaram desse departamento.

Desde então, Malucelli contratou 11 jogadores. Quatro deles vieram com o status de ídolos do Atlético. Alex Mineiro brilhou no título brasileiro de 2001 – e também ajudou em 2002, 2003 e 2007. Claiton se destacou em 2007 e 2008 e virou xodó da torcida. Gustavo Caiche e Lima foram outros reforços que vieram com currículo vitorioso.

Para Malucelli, a chegada de um ídolo no clube pode ajudar em vários aspectos. “Ajuda a criar uma identificação da torcida com o time, uma empatia”, declarou ele, que foi eleito presidente em dezembro de 2008 e, antes disso, ocupava a vice-presidência de futebol. “O ídolo traz otimismo também e cria um ambiente de mais camaradagem no elenco, de mais vínculo com o clube”, explicou.

O primeiro ídolo contratado por Malucelli foi o zagueiro Gustavo Caiche, 33 anos, que chegou em setembro do ano passado, disputou quatro jogos e foi embora em dezembro. “É sempre importante ter um campeão como o Gustavo. Ele ajudou bastante fora de campo, no ambiente”, argumentou o dirigente. Em entrevistas, o técnico Geninho e outros jogadores declararam que o zagueiro tornou-se um líder do grupo e ajudou nos momentos de tensão vividos no final de 2008.

O atacante Lima foi o segundo ídolo trazido por Malucelli. “Nossa expectativa acabou frustrada. Ele não repetiu aquilo que fez em 2005”, comentou o dirigente. O jogador chegou em janeiro, disputou 19 jogos (quatro como titular), marcou cinco gols e fez uma assistência. Depois do Campeonato Paranaense, não renovou contrato. Agora, com a má fase no Brasileirão, o dirigente aposta em Alex Mineiro e Claiton.

Além dos ídolos, outra característica da gestão Malucelli é abrir espaço para os pratas-da-casa. “O investimento em chuteira também é investimento na base. Dos 34 jogadores do elenco profissional, 17 vieram da nossa base”, declarou. “Alguns já estavam no grupo antes, mas conseguimos renovar contratos longos, até de cinco anos, com 15 jogadores que foram vice-campeões na Copa São Paulo desse ano”, contou. Desses 15, sete estão no profissional: Raul, Manoel, Carlão, Fransérgio, Patrick, Marcelo e Eduardo Salles.

Alberto e Kelly

Marcos Malucelli explicou que não teve participação na contratação do lateral-direito Alberto e do meia Kelly, dois ídolos do Atlético que retornaram ao clube em 2008. Quando os dois foram contratados, Malucelli ainda era direitor jurídico do clube.

Jogador-mercadoria

A política de contratações adotada por Marcos Malucelli abandonou a figura do “jogador-mercadoria”. Uma das prioridades da gestão de Mario Celso Petraglia era a contratação de atletas com menos de 23 anos, com a aquisição dos direitos econômicos. O objetivo era valorizar a “mercadoria” na vitrine do Atlético, vendê-la em seguida e investir o lucro na estrutura do clube.

Com essa fórmula, o clube conseguiu bons resultados em campo em algumas temporadas, como 2001 e 2004, e construiu um estádio e um centro de treinamento. No entanto, esse sistema passou a enfrentar problemas a partir de 2006.

Com a chegada de Malucelli, as contratações deixaram de ter o lucro como objetivo. Dos 11 reforços trazidos pelo dirigente, apenas um poderá render milhões ao clube: o meia-atacante Jhonatan, 20 anos. Os demais são veteranos (não têm os direitos econômicos pertencentes a clubes) ou vieram por empréstimo.


Colaborou: Maurício do Vale
Esta reportagem também pode ser conferida na edição desta terça-feira do Jornal do Estado e no site Bem Paraná (www.bemparana.com.br).



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