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30 jul 2009 - 14h21

A indiferença do tanto faz

Emoções são importantes na vida de qualquer ser humano. Sem emoções não seríamos verdadeiramente capazes de amar e odiar alguém ou alguma coisa.

Providos de emoções somos todos nós, especialmente aqueles torcedores fervorosos que amam ou odeiam seu time do coração com a mesma facilidade e rapidez.

Podemos ir do amor ao ódio total em um espaço de 90 minutos (ou até menos) em se tratando de time de futebol.

Começo essa minha humilde coluna com esses conceitos para tentar explicar um pouco, sobre a minha ótica, o que faz com que nesse momento seja acometido da pior das sensações que poderia um ser humano, nesse caso torcedor de futebol, poder sentir pelo seu clube de coração: A INDIFERENÇA.

Diante desse não atual, mas contínuo descaso com as coisas ligadas ao futebol do Clube Atlético Paranaense que, recordem-se, é uma instituição que existe unicamente pelo futebol, confesso que fui totalmente acometido desse sentimento: A INDIFERENÇA.

Infelizmente, como sócio torcedor parei de ter aquela vontade de ir a Arena da Baixada e esperar que ao menos os jogadores que entrem em campo honrem – nem digo mais a camisa – mas o pomposo salário que lhes é pago religiosamente no início do mês e que me proporcionem alguns momentos de alegria e satisfação.

Os erros administrativos e estruturais nos quais o clube se afundou são dignos de comédias do tipo pastelão. São erros primários, infantis até.

Nós que somos torcedores de arquibancada nada mais podemos fazer para ajudar o clube. O tal ‘FATOR ARENA’ virou piada nacional. A ‘TAL CAVEIRA’ não assusta nem criança de colo.

Afirmo que depois de sentir tanto amor e tanto ódio pelo CAP hoje, só me resta a indiferença.

Ganhou? Perdeu? Tanto fez como tanto faz.

Como milhares de torcedores tenho minha vida pra cuidar, tenho família e familiares e esses, por diversas vezes deixei de lado para acompanhar o Clube.

E para quê? Clube de Futebol, para nós torcedores comuns deveria ser somente um passa tempo. Um momento de alegria e descontração uma ou duas vezes por semana. Ir ao estádio deveria ser prazeiroso. Ultimamente parece que estamos indo para um Calvário ao qual sabemos que iremos passar, mas mesmo assim vamos.

Abrir os noticiários esportivos para ver seguidamente as vexatórias derrotas que sofremos (antes coisa exclusivamente ocorrida fora de casa, agora não mais), para ouvir besteiras e idiotices de nossos dirigentes e dos nossos jogadores ao final das partidas, rezar por uma salvação que milagrosamente desça no CT e revolucione uma vida de estupidez e equívocos no qual o Clube novamente se tornou, esperar por contratações de ‘peso’, esperar por técnicos de ponta, acreditar realmente que temos o Estádio e o CT mais modernos do Brasil mesmo arranjando desculpas para a não formação de novos jogadores, pergunto: pra quê?

Uns dirão que esse clube já me deu muitos momentos de alegria. Sim deu. Deu também muitos momentos de raiva e ódio. Aceito isso. Aceitei por muitos anos.

Vivi e convivi com décadas de amadorismo. Aceitei e me conformei pois sabia do nosso lugar. Não existia espaço na minha mente para vôos mais altos.

Pergunto o porque de nos fazer acreditar que seríamos grandes para depois, do nada, deletarem nosso sonho.

Pergunto: quem ganha e o que ganha aquelas pessoas que ajudam o Clube Atlético Paranaense a permanecer nessa situação vexatória a mais de 4 anos?

Perdemos mando de campo? E daí? Presenciar ao vivo e a cores mais um vexame nacional? Pra quê?

Me privar mais um final de semana de ficar com minha família e amigos, com meus filhos para amargar outra derrota humilhante?

Não, meus amigos. Não me acusem de ser torcedor de ocasião, de ser torcedor de resultado. Estou sendo realista com o que podemos esperar do clube. Não existe, como já escrevi, sequer túnel. O que dirá então luz no final dele.

Enquanto o amadorismo, a falta de responsabilidade, de vergonha, enquanto interesses obscuros prevalecerem, enquanto existirem cargos remunerados, enquanto tivermos que recorrer a dirigentes de outros clubes para comandar nossa casa, não vejo outra saída.

Hoje, o Clube Atlético Paranaense não tem solução. Hoje, a INDIFERENÇA é a única opção.



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