3 ago 2009 - 8h55

Riva admite que havia problemas de relacionamento

O preparador físico Riva de Carli teve uma participação importante na vitória do Atlético sobre o Fluminense, por 1 a 0, neste domingo. Depois da saída do técnico Waldemar Lemos, Riva foi incumbindo de comandar os treinos e preparar a equipe para o jogo diante do tricolor carioca. O trabalho deu resultado e o Furacão voltou a vencer depois de cinco jogos.

Ao final da partida, Riva explicou que conversou muito com os jogadores e pediu que eles participassem mais ativamente da armação da equipe – uma espécie de “democracia atleticana”, como bem definiu o Jornal do Estado. “Eu pedi a opinião deles. Cada um tem uma opinião. É impossível a pessoa não ter opinião. Todos eles conversaram e nós detectamos qual era o caminho”, resumiu.

Para ele, o fator decisivo para a vitória atleticana foi a mudança de atitude dos atletas. “A importância maior foi a mudança psicológica. O grupo estava muito abatido, temeroso, sem coragem de levar uma bola lá na frente e ficar com ela. Isso foi o ponto mais positivo de tudo. Conseguir trabalhar lá na frente, conseguir trabalhar pelos lados do campo, com triangulação e conseguindo levar perigo à defesa. Para mim, esse foi o ponto principal. Claro que foi uma coisa miúda, pequena, não foi aquilo que a torcida gostaria de ver. Mas isso aí foi o ponto principal”, observou.

Problemas de relacionamento

Riva de Carli não escondeu que havia problemas de relacionamento no elenco atleticano. Sem citar nomes, ele afirmou que todas as equipes que obtêm maus resultados têm desgastes. Na explicação de Riva, é preciso ter equilíbrio entre relacionamento e execução.

“Quando você está trabalhando com um grupo de uma equipe que está numa situação como a do Atlético Paranaense, se você pegar 100 equipes das 100 você vai detectar já de imediato que existe um problema de relacionamento. Então, todo mundo fala muito em execução, mas se não tem esse equilíbrio relacionamento e execução, acaba não acontecendo nada”, declarou.

“Então, o atleta tem de saber o que ele está fazendo no momento. De que competição ele está participando, que clube que ele defende, qual é a obrigação que ele tem diante desse clube. Quando ocorrem algumas coisas desse tipo aí [afastamento de atletas] é porque o atleta tem de se conscientizar mesmo que ele é profissional, que ele tem de vestir a camisa e que é por aí o caminho. Não tem negócio de você ficar só falando, vivendo de passado. É presença, é lá dentro do campo e fazer acontecer”, finalizou.



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