8 ago 2009 - 0h26

Calendário brasileiro pode se adequar ao mercado europeu

Em 30 dias uma proposta com sugestões para mudanças no calendário do futebol brasileiro e com medidas para aperfeiçoar a gestão dos clubes deve ser elaborado e apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O prazo foi estabelecido em reunião entre Lula, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o ministro do Esporte, Orlando Silva.

Em relação ao aperfeiçoamento da gestão dos clubes, o ministro do Esporte disse que é preciso criar uma espécie de lei de responsabilidade fiscal para os clubes, a exemplo do que ocorre hoje com a administração pública para limitar gastos. A finalidade é evitar o endividamento, realidade de parte dos clubes brasileiros.

“Seriam medidas para uma gestão mais profissional, enquadrar os orçamentos de modo a reduzir as dívidas dos clubes. Há dívidas trabalhistas, fiscais e bancárias enormes. É preciso reestruturar essas questões de modo a dar eficiência ao futebol”, disse Silva.

O ministro chegou a citar os altos salários dos jogadores como um dos motivos que levam os clubes a se endividarem. Perguntado se a saída seria reduzir salários e se a medida não levaria à perda de jogadores para times do exterior que oferecessem melhor remuneração, Orlando Silva disse que essa é uma discussão a ser feita entre clubes e atletas.

A discussão sobre a mudança no calendário tem a finalidade de evitar a saída de jogadores para campeonatos de outros países durante as competições no país. “No Brasil, no meio do campeonato, os melhores atletas por vezes saem do país”, disse Silva.

Segundo ele, também entrou na pauta a necessidade de ajustar o calendário brasileiro ao europeu, o que depende de uma construção entre clubes com interesses diferentes e também patrocinadores e emissoras de televisão que detêm o direito de transmissão.

Mesmo que sejam acordadas dentro do prazo estabelecido de 30 dias, as mudanças no calendário do futebol brasileiro podem não entrar em vigor já no próximo ano. Isso por que, segundo Silva, já há contratos assinados pelos clubes que teriam que ser cumpridos.

Fonte: Agência Brasil



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