8 ago 2009 - 20h25

O Furacão voltou!

Mesmo jogando fora de casa o Atlético conseguiu contra o Botafogo, no Engenhão, sua terceira vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro – a melhor sequência do time. A vitória foi construída em um jogo em que o Botafogo perdeu muitas chances – até de pênalti – e o Furacão aproveitou suas poucas, chegando ao gol com Patrick no segundo tempo. Com 21 pontos – nove conquistados após a chegada do técnico Antônio Lopes – o Atlético agora enfrenta o Barueri, na Arena da Baixada, pela última rodada do primeiro turno.

O Botafogo dominou o primeiro tempo, teve mais posse de bola e as melhores oportunidades, mas parou na trave esquerda de Galatto. A melhor chance do time carioca aconteceu aos 19 minutos. Depois de cobrança de escanteio, Chico subiu com André Lima e puxou a camisa do botafoguense: o árbitro Francisco Almeida Filho anotou pênalti para o time carioca.

Lúcio Flávio pegou a bola, mas André Lima pediu para bater. Na cobrança, Galatto caiu para a direita e a bola esbarrou na trave esquerda. Menos de um minuto depois, a mesma trave salvou o Atlético: Vitor Simões recebeu na direita e chutou de perna esquerda, Galatto, já caído, só pode torcer e depois vibrar quando viu que a bola, mais uma vez, parou na trave.

Mesmo com os sustos o Atlético não reagiu. Marcando atrás, o Furacão pouco conseguiu criar ofensivamente. Teve duas chances na primeira etapa – em uma cabeçada para fora de Rafael Miranda aos 32 minutos e numa boa jogada de Márcio Azevedo pela esquerda aos 40 – ambas sem perigo.

Desvio de Patrick garante terceira vitória

O Atlético voltou para o segundo tempo com o mesmo time, continuou marcando atrás do meio de campo, mas conseguiu mais espaço para sair jogando. Mas assim como no primeiro tempo, a melhor chance foi do Botafogo. Jonatas recebeu passe na esquerda, avançou e tocou para André Lima, que – com espaço, dentro da área – furou na primeira e chutou em cima da zaga na segunda, perdendo duas boas chances no mesmo lance.

As chances do rubro-negro eram na bola parada e, na terceira cobrança de Paulo Baier na segunda etapa, o Furacão chegou ao gol. O capitão atleticano levantou na área, Manoel subiu sozinho na marca do pênalti e cabeceou para o gol, mas a bola desviou em Patrick – impedido – antes de entrar. Foi o primeiro gol do atacante com a camisa atleticana desde que subiu ao elenco profissional, após o vice-campeonato da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Na frente do placar, o Atlético viu agora o companheiro de André Lima no ataque do Botafogo, Vitor Simões, desperdiçar chance incrível. Leo Silva passou por Márcio Azevedo e cruzou para o atacante carioca cabecear livre, da pequena área, por cima do gol de Galatto.

O gol deu tranquilidade e espaço para o Atlético atacar. O ala Wesley puxou dois contra-ataques pela direita: no primeiro, foi travado na hora do chute; no segundo, colocou Marcinho na cara do gol, mas o auxiliar marcou impedimento inexistente. Depois dos 35 minutos do segundo tempo, o técnico Antônio Lopes mudou, colocando Renan e Gabriel Pimba no lugar de Márcio Azevedo e Marcinho. Com o fôlego renovado, o Furacão conseguiu criar chance para ampliar, mas Pimba chutou por cima do gol, de fora da área.

Após o apito final, com a vitória garantida e ao som de “o Furacão voltou!”, os jogadores foram agradecer a torcida atleticana que foi ao Rio de Janeiro.

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