29 out 2009 - 22h17

“Foi um crime”, diz amigo do torcedor atropelado no Atletiba

O Hospital do Trabalhador confirmou nesta quinta-feira a morte encefálica do torcedor atleticano João Henrique Mendes Xavier Vianna, de 21 anos. O rapaz estava internado no hospital desde o fim da tarde do último domingo. Na volta do clássico Atletiba, João Henrique voltava na escolta de torcedores atleticanos, feita pela Polícia Militar, do Couto Pereira até a Arena da Baixada. Bem próximo ao estádio atleticano, o rapaz foi atropelado por um carro em alta velocidade conduzido por Krystopher Lopes, torcedor do Coritiba.

Amigo de João Henrique e que voltava do Couro Pereira junto com o rapaz, o atleticano Caio Budola explicou detalhes do momento do acidente. Em entrevista ao site “Curitiba Agora”, do curso de Jornalismo da PUC-PR, Caio classificou o caso como um crime.

Segundo Budola, os dois rapazes voltavam na escolta feita pela Polícia Militar até a Arena da Baixada. “O jogo tinha acabado, a gente resolveu voltar a pé para a Baixada, como a gente sempre fez. A polícia sempre fez um bom trabalho com a escolta, nunca tinha dado nenhum problema com a gente, fomos a vários Atletibas e nunca deu problema”, conta.

Próximo ao local do acidente (no cruzamento das ruas Engenheiro Rebouças e Desembargador Westphalen) os dois rapazes se afastaram cerca de 2 metros. Caio viu de perto o acidente com o amigo. “O carro passou muito próximo a mim e pegou o outro menino e o meu amigo. Só vi meu amigo voar, voou muito alto. Quando eu fui ver, era ele no chão”, relembra.

Segundo o atleticano, a polícia fez todo o atendimento no local e o atendimento de emergência pelo Siate chegou muito rápido. Ele conta ainda que, após o atropelamento, os torcedores que estavam juntos na escolta ficaram bastante chocados com o que aconteceu. “O João sempre foi uma pessoa muito boa, nunca fez mal para ninguém. Foi um crime, um absurdo. A violência no futebol, até onde vai essa selvageria”, desabafa o amigo da vítima.

Clique aqui e acompanhe a entrevista completa com Caio Budola, concedida ao repórter Lucas Rocha do portal Curitiba Agora.



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