4 dez 2009 - 11h56

Atlético é o quinto maior exportador do futebol brasileiro

Reportagem originalmente publicada no Jornal do Estado

O Atlético é o quinto clube brasileiro que mais arrecadou com vendas e empréstimos de jogadores para o Exterior, no período de 2003 a 2008, segundo estudo elaborado pela consultora financeira Crowe Horwath RCS. Nesse período, recebeu cerca de 48 milhões de euros (R$ 126 milhões) de equipes estrangeiras.

O estudo cita apenas os oitos clubes que mais venderam. O Internacional lidera a lista, com 95,1 milhões de euros, seguido por São Paulo (82,5), Cruzeiro (68,6), Santos (56,7), Atlético (48), Corinthians (47,4), Palmeiras (44,2) e Grêmio (39,8).

A maior venda nesse período foi a do meia Fernandinho para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por 7,8 milhões de euros, em 2005. Outra grande negociação foi a do meia Jadson, para o mesmo clube ucraniano, também em 2005, por 5 milhões de euros.

O volante Kleberson saiu por 6 milhões de libras para o Manchester United, em 2003. O atacante Ilan foi vendido ao Sochaux por cerca de 4 milhões de euros – o valor nunca foi confirmado pelas equipes.

Depois de 2005, o Atlético teve dificuldades e não conseguiu grandes negociações para o Exterior. A venda de 70% dos direitos econômicos do zagueiro Paulo André para o Le Mans, em 2006, provavelmente foi a maior desde então. No entanto, o valor não foi divulgado.

A maior negociação já feita pelo Atlético em toda a história ocorreu em 2000, quando o atacante Lucas foi vendido por US$ 21 milhões para o Rennes. A maior venda para o mercado interno foi a do atacante Oséas para o Palmeiras, em 1997, por R$ 8 milhões.

Estudos comprovam que os clubes brasileiros dependem das vendas de jogadores para a sobrevivência. Levantamento da Casual Auditores Independentes, relativo ao ano de 2007, mostrou que a receita dos 21 maiores clubes do Brasil tem a seguinte composição: 34% negociação de atletas; 22% cotas de TV; 14% outras receitas; 11% social; 11% patrocínio e publicidade e 8% bilheteria. Ou seja, a venda de ingressos é a menor receita.

Parcerias

O estudo elaborado pela Crowe Horwath leva em conta apenas o valor total da negociação entre os clubes brasileiros detentores dos direitos federativos do atleta e os clubes estrangeiros. Em muitos casos, porém, o valor não é integralmente destinado aos cofres dos clubes, em virtude de parcerias com empresários e outras equipes. Em muitas negociações, o Atlético teve de repassar uma parcela aos parceiros. Foi assim nas negociações de Fernandinho, Jadson e Kleberson. O PSTC recebeu uma parcela dessas transações.

O mesmo se aplica aos demais clubes brasileiros mencionados no estudo. Por exemplo, o Internacional, que lidera o ranking, negociou vários atletas cujos direitos econômicos eram partilhados por empresários e investidores, como Delcir Sonda e Jorge Machado.

Confira abaixo a relação dos atletas negociados pelo Atlético no período de 2003 a 2008:



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