20 ago 2014 - 21h37

Tudo errado

Numa atuação apagada ofensivamente e com erros na defesa, o Atlético perdeu para o Santos por 2 a 0 na noite desta quarta-feira (20), na Vila Belmiro. Leandro Damião, aos 45’/1º, e Thiago Ribeiro, aos 22’/2°, marcaram os gols do jogo. O atacante Marcelo ainda desperdiçou um pênalti, nos acréscimos, e não conseguiu descontar para o Furacão.

Sem muita criatividade ofensiva, apesar do bom início de jogo quando explorava o toque de bola, o Atlético sofreu mais uma vez com a falta de organização no ataque, mesmo com o setor povoado no segundo tempo, quando Doriva deixou quatro atacantes em campo – os titulares Cléo e Marcelo, junto com Coutinho e Dellatorre, que entraram no segundo tempo. Mas sem ninguém na criação, o sistema foi pouco efetivo e sem chances reais de gols para o Furacão.

Foi a terceira derrota do Atlético sob o comando de Doriva, encerrando sem vitórias a mini-trajetória fora de casa no Brasileirão – em dois jogos fora da Arena, obteve um empate, com o Sport, e a derrota nesta noite.

Com o resultado, o Atlético caiu na classificação, passando para a 9ª colocação – e ainda tem que torcer contra Grêmio e Goiás nesta quinta-feira, podendo cair até para a 11ª posição. Na próxima rodada, depois de dois jogos fora, o Furacão recebe o Bahia, no próximo domingo (24), às 18h30, no último jogo com portões fechado na Arena da Baixada pela suspensão imposta pelo STJD.

Primeiro tempo: Furacão toca bem a bola, mas erra na defesa

O Atlético começou o jogo tocando bem a bola e valorizando a posse das jogadas, numa postura diferente comparada aos demais jogos sob o comando de Doriva no Brasileirão. Mesmo assim, foi o Peixe quem teve as melhores oportunidades, com o goleiro Weverton se consagrando como o melhor jogador em campo.

Aos 10 minutos, na cobrança rápida de falta do Santos, Robinho recebeu na área e foi travado por Dráusio na hora da conclusão. A resposta atleticana foi imediata e aos 11’, a zaga bobeou com Edu Dracena, que escorregou, e Cléo recebeu na área para o chute, mas o goleiro Aranha fez boa defesa.

Aos 12 minutos, Lucas Lima partiu em velocidade e bateu para o gol, mas Weverton pegou. Pouco depois, aos 18’, Thiago Ribeiro cruzou, Leandro Damião cabeceou de peixinho, mas Weverton bem posicionado fez a defesa.

O Santos continuou insistindo, mas o Atlético se manteve preciso na marcação. Aos 21’,
Damião pegou a sobra da defesa e bateu no canto, a bola saiu perto, mas pela linha de fundo. Três minutos depois, Mena cruzou na área, Robinho bem posicionado cabeceou e Weverton fez boa defesa. O santos ainda chegou bem aos 29’, quando Mena cruzou da esquerda, Thiago Ribeiro cabeceou bem e Weverton fez mais uma excelente defesa.

O Santos perdeu seu principal jogador aos 30’, quando Robinho deixou o gramado, sentindo dores na coxa, para a entrada de Rildo. O jogo diminuiu o ritmo, com o Santos dominando a posse de bola, mas sem muita objetividade. Mas aos 45’, após a falha no corte de Léo Pereira, Cicinho cruzou na linha de fundo e Edu Dracena, na pequena área, finalizou para o fundo da rede para fazer 1 a 0 para o Santos.

“Fizemos um bom primeiro. Numa infelicidade de uma bola mal conversada acabou saindo o gol do Santos", analisou o zagueiro Dráusio na saída para o intervalo.

Segundo tempo: quatro atacantes, zero de criatividade

O Furacão iniciou o segundo tempo voltando ao esquema com três atacantes, com a entrada de Douglas Coutinho no lugar de Marcos Guilherme. Com mais força de ataque, o time se lançou para a frente, mesmo sem organização. Aos 5’, Marcelo cruzou do fundo, Coutinho cabeceou e a bola passa perto. Três minutos depois, Natanael cruzou da esquerda, Marcelo pegou de primeira, mas a bola não foi na direção do gol.

O Santos levava perigo nos contra-ataques e aos 13’, Rildo tabelou com Thiago Ribeiro, mas errou na hora da conclusão. Aos 22’, o contra-ataque encaixou e foi fatal: Arouca armou a jogada em velocidade, Mena cruzou e Thiago Ribeiro, de cabeça, ampliou fazendo 2 a 0 para o Peixe.

Em desvantagem no marcador, o Atlético partiu para o ataque, sem nenhuma organização, com os jogadores da frente levando pouco perigo ao goleiro Aranha – mesmo com o setor tendo quatro peças ofensivas, com Cléo, Marcelo, Dellatorre e Douglas Coutinho.

Aos 48´, o árbitro marcou pênalti em Marcelo. O atacante cobrou na trave e o placar na Vila Belmiro se manteve em 2 a 0 para o Peixe.

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