3 maio 2016 - 10h25

Somoggi: É "sacanagem comparar" dupla Atletiba nas finanças

Não é novidade para ninguém que o Atlético adquiriu, nos últimos anos, o status de referência em termos de gestão financeira. Em que pese a escassez de títulos, é inegável que o Furacão avançou muito no aspecto patrimonial e se consolidou como um dos grandes clubes do futebol brasileiro.

A realidade atleticana, porém, é bastante diversa da que vive a maioria dos clubes do país, inclusive o arquirrival Coritiba. A diferença entre a situação financeira dos dois é tão grande que sequer pode ser comparada, como destaca o especialista em marketing e gestão esportiva Amir Somoggi em reportagem veiculada na Gazeta do Povo:

"O Atlético é referência de administração para o Brasil. Com todo respeito, é até sacanagem comparar com o Coritiba", diz Amir.

De fato, após a divulgação dos balanços financeiros da dupla Atletiba, constata-se um enorme abismo entre os clubes.

No que diz respeito à receita total, por exemplo, o Rubro-Negro recebeu R$ 158 milhões no ano passado, ou R$ 72,3 milhões a mais que o alviverde (que arrecadou R$ 85,7 milhões). De acordo com a matéria, a principal fonte de receita para o Atlético foi a venda de jogadores (como Ederson, Douglas Coutinho, Marcelo e Nathan).

O Furacão também gastou bem mais que o Coritiba com futebol: R$ 107,5 milhões, contra R$ 54,7 milhões. Apesar disso, o Rubro-Negro teve superávit de R$ 45,8 milhões, enquanto o Coritiba apresentou déficit de R$ 16,5 milhões em 2015.

É bem verdade que o alviverde tem uma dívida total um pouco inferior à do Atlético (R$ 226 milhões, contra R$ 248 milhões). Mas, para Somoggi, esse número é enganoso:

"A dívida do Atlético é só relacionada à Arena, é uma situação mais favorável. Já o Coritiba, por exemplo, fez R$ 47 milhões em empréstimos em bancos e não é para investimento, são custos do dia a dia", explica.

O único fator destacado pelo especialista como favorável ao Coritiba na disputa contra o Atlético corrobora uma antiga reclamação de Mario Celso Petraglia. A arrecadação do alviverde com o plano de sócios foi de R$ 22 milhões, ao passo que a do Furacão foi de R$ 25 milhões.

"São valores muito parecidos para produtos muito diferentes. O Coxa tem uma torcida ativa e com um potencial de marketing gigante", conclui Amir.



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