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25 ago 2016 - 10h31

Ídolos?

Tenho acompanhado a reação da maioria da torcida em relação às saídas de Walter e Vinícius e como este se propõe um espaço democrático peço licença para ser voz dissonante.

Alguns estão surpresos, outros indignados, e até lamentando o adeus de um ídolo. No meu modo de ver, Walter demorou pra ir embora, não pelo futebol apresentado, mas sim pela postura que adotava no momento em que pisava fora das quatro linhas. Sou daqueles que a plenos pulmões sempre acompanhou o coro “olê, olê, Walter, Walter” após suas ótimas atuações nos gramados, mas paciência tem limite.

Ele é um jogador que exige tratamento especial, tanto que suas melhores atuações foram sob o comando de Milton Mendes, de estilo “paizão”. Após a demissão de MM, Walter nunca mais foi o mesmo, e passou a protagonizar uma novela com vários capítulos desagradáveis para a torcida. Ainda em 2015, quando o time desabou do G4 para 10º colocado afirmou que a equipe iria lutar para não ser rebaixada, como se figurássemos no mesmo balaio de Avaí, Figueirense, Joinville e coxa.

Chegou dezembro e ensaiou uma transferência rumo ao Sport Recife, inclusive afirmando que esse sim era seu time de coração, para logo em seguida vir pedir ao CAP que o readmitisse, prometendo até emagrecer. Não apenas o aceitamos de volta como topamos a compra casada com seu amigo de infância Anderson Lopes, que logo demonstrou não possuir futebol de primeira divisão.

Já em abril de 2016 envolveu-se em um episódio desagradável com alguns torcedores imbecis, foi vítima de ofensas, cuspes e ameaças, o que não justifica abandonar o banco de reservas após a realização da terceira substituição, como quem estivesse se lixando para o resultado final de uma partida eliminatória. Se foi desrespeitado por alguns torcedores, também desrespeitou seu treinador e seus colegas de equipe.

Dois meses depois, vínhamos de derrota no ATLEtiba e logo após ganharmos do América MG na baixada, o camisa 18 foi ao microfone afirmar insatisfação com a condição de reserva e declarar que pensou em se transferir ao Goiás, mas que o Atlético não foi favorável.

A gota d’água veio após uma amarga derrota para o Palmeiras. O então camisa 19 peitou o comando técnico em entrevista na qual questionava a não escalação de Vinicius (seu colega de banco no Fluminense) o “camisa 10” da equipe, já que se tratava do “craque” de nosso meio de campo.

Enfim conseguiu sua tão sonhada ida para Goiânia. Se aqui pensou ser amigo do rei, lá ele será o próprio rei, titular absoluto, um intocável. Declarou-se torcedor do Goiás e ainda disse que no Atlético “é difícil”.

Realmente aqui é muito difícil, tem que se manter no peso, respeitar técnico campeão mundial, acordar cedo pra treinar com temperatura negativa e tem que atender às altas expectativas de uma torcida que compõe o maior e mais caro quadro associativo do Estado.

Vinicius foi mandado pro Náutico e ao que tudo indica perdeu a chance de virar ídolo em seu clube de coração. Pelo o que se pode captar no noticiário foi por causa de indisciplina dentro e fora de campo. Quem frequenta a Baixada já testemunhou seu destempero. Depois de seguidos jogos apresentando um futebol abaixo da crítica, arrastando-se em campo e errando passes de dois metros, foi substituído na partida contra o Fluminense e, visivelmente contrariado, demorou quase um minuto para se retirar do gramado, ao chegar próximo ao banco de reservas envolveu-se em um bate-boca deprimente com torcedores que o haviam ofendido. Some-se a isso o burburinho das arquibancadas no sentido de estar abusando da vida noturna. Algo grave teria acontecido em seu relacionamento com Autuori na semana que antecedeu o jogo contra o Palmeiras. Não deu outra.

Enquanto Walter criticava seus superiores e Vinicius postava o hino do clube em seu perfil on line, Weverton conquistava o ouro olímpico com a camisa da Seleção, e antes mesmo de receber a sonhada medalha declarou amor à torcida rubro-negra para as televisões do mundo inteiro.

Considerar Walter ou Vinícius ídolos do Atlético seria injustiça com muita gente séria que já honrou e declarou paixão ao nosso escudo, gente que tinha espírito de grupo e colocava o clube acima de suas próprias vaidades. Se queriam protagonismo deveriam se espelhar em Paulo André, campeão mundial e líder do movimento Bom Senso.

A imprensa local vai ao delírio com a ideia de que estamos em crise, e parte da torcida embarca. Venham me falar em crise quando Weverton, Paulo André ou Paulo Autuori criticarem o clube, aí sim algo estará muito errado. Eu prefiro não me preocupar com a opinião de jogadores que não deram certo em nenhum clube de Série A.

Assim, concordo com a saída desses dois atletas, afinal, aqui não é coritiba onde um jogador desrespeita o comando técnico e volta a jogar normalmente alguns dias depois. Discordo apenas do fato de a nossa diretoria achar que não deve satisfações aos sócios e simplesmente não motivar seus atos publicamente.



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