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19 mar 2017 - 12h04

Corneta

Sinceramente, é um barato o mar de contradições avistado quando se tem o horizonte dos cornetas à frente.

Já se viram inúmeras críticas de torcedores ao Atlético por causa da constante dança de técnicos dos últimos anos, fato este que, por certo, deve ser criticado mesmo. No entanto, agora com a consolidação do Paulo Autuori como treineiro do nosso time, um verdadeiro vencedor, bastam uns pipocos do time B ou C para pedirem a cabeça do homem.

Aliás, bastaram os resultados do time A em casa contra o Capiatá e o Universidad para engrossarem o canto, sempre, logicamente, apoiado por comentaristas esportivos que precisam, de forma ou outra, criar novos fatos para venderem seus serviços.

Escalar Douglas Coutinho, então, é o ápice da gritaria…como se uma das funções do técnico não fosse recuperar os jogadores e zelar pelos investimentos do Clube.

Ou seja, significa dizer que aquela história toda de manutenção de um técnico por longo período virou bobagem.

Até do Coxa estou fiquei com dó dia desses. Ouvi a imprensa descendo a lenha na contratação do Belleti, quando o cara veio para internacionalizar a marca através dos contatos que possui e, com o tempo, abrir portas para novos negócios. Engraçado que todos os clubes do futebol europeu tem esse tipo de profissional e, ao mesmo tempo que nossos comentaristas falam de boca cheia sobre a virtude dos europeus, criticam nossos clubes por situações semelhantes.

Parece que essas contradições escondem, na verdade, sentimentos de arrogância e prepotência dos interlocutores. Se o Capiatá chegou na Libertadores, assim como os demais adversários que o Atlético enfrentou até aqui, eles tem seus méritos e não são times quaisquer.

É duro levar os gols que levamos, é sim. Assim como não é bom ver os gols que perdemos. Mas isso não acontece só com o Atlético, acontece com todos os times, todos os dias, e acredito que nem preciso citar exemplos.

O que não dá é entrar nessa onda de discurso contrário ao trabalho do Autuori, pois senão daqui uns dias estaremos nós novamente trocando de técnicos a cada 3 rodadas.

Se fosse fácil jogar Libertadores, o Flamengo, com o time que tem, não teria sido derrotado ontem. O Palmeiras, atual campeão brasileiro e com Borja de centroavante, não teria penado para vencer o Wilsterman por um magro 1×0 com gol impedido.

O Atlético levou sufoco? Levou sim. Mas também teve ao menos mais 3 chances claras de gol. Infelizmente, não conseguiu converter em gols, mas pelo menos não se mostrou desesperado, soube controlar a partida, em que pese ficasse talvez por demais recuado e sofrendo pressão.

Não estou falando que o Autuori tem que se eternizar no Atlético, mas a ponto de falar que o trabalho dele não é bom, olha, acho que estamos bem distantes disso.

Enfim, acho que antes de criticarmos o trabalho do técnico, seja qual for, devemos analisar tudo que antes reclamamos, ou, aos mais assíduos, que vejam nos próprios atos se são perfeitos no que fazem ou se não está na hora de entrar na carreira futebolística para ensinar como é que se faz.



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