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23 maio 2017 - 11h35

A emoção de quem esteve no Chile

Talvez uma das tarefas mais difíceis da minha vida, o de descrever o que aconteceu em San Carlos de Apoquindo nesta quarta-feira passada.

Estádio lotado, onze mil Cruzados que cantam o jogo inteiro, mas não chegam a pressionar muito, ao contrário do que costumam fazer os Azules da U de Chile e os Índios do Colo-Colo.

A previsão de chuva não se confirma e eu, junto com os outros duzentos Atleticanos que lá estavam, iam suportando o frio do estádio que fica já na região de pré-Cordilheira dos Andes.

Apesar de tudo, o clima era de otimismo, afinal ninguém iria daqui até o Chile se não acreditasse na força do seu time.

Começa o jogo e o Atlético parece bem. A boa expectativa começa a diminuir quando Grafite tropeça seguidamente na bola e numa jogada de ataque do nosso time, se agacha para amarrar o cordão da chuteira. Não estar bem é perdoável, ser negligente ou aparentar negligência, não.

A vitória parcial do Flamengo nos animava, pois se nada mais acontecesse estaríamos com a vaga. Infelizmente sai o gol deles e com isso a improvável classificação dos Cruzados começa a se desenhar. A pressão da torcida aumenta e começam a nos ameaçar com gestos. Devolvemos na mesma moeda. Termina o primeiro tempo e os Torcedores Atleticanos de San Carlos de Apoquindo não mostram desânimo. Com as substituições de Autuori o time muda e o empate nos dá a classificação temporária de novo. De repente alguém da torcida avisa que o San Lorenzo empatou. Ao invés de se abater, os verdadeiros guerreiros desta torcida viajante, começam a gritar para incentivar o time. Viramos com o golaço de Douglas Coutinho, depois levamos o empate e quando tudo parecia perdido, Deus nos dá a oportunidade de assistir ao vivo ao golaço redentor de Carlos Alberto. Todos se abraçam, gente chorando, se vê de tudo um pouco. Os mais céticos nos lembram que ainda tem jogo pela frente. O árbitro dá 4 minutos. Só temos força pra xingar. Aquela maldita falta contra nós no ultimo minuto. Me volto para o lado oposto do campo, coloco os dedos no ouvido e começo a admirar as luzes das casas no pé da Cordilheira. Quando percebo que não dá pra fugir, enfrento o medo e vejo que o gol deles não saiu. De repente o apito final. Agora sim euforia, emoção, choro, gritaria. Fui até o alambrado, me empurram e eu rolo alguns degraus. Como uma mola levanto com o auxílio de um torcedor e subo no alambrado pra festejar com o jogador Pablo. Um Carabinero me puxa pela calça e eu, conhecedor da fama dos caras, desisto da comemoração tão imprudente quanto inevitável.

Por segurança ficamos retidos no estádio até que todos os Cruzados tivessem saído, não só do estádio, mas do entorno. Inacreditavelmente a “água-nieve”, só então, começa a cair forte. Deus nos deixou torcer sem chuva, mas depois não achou justo conter as lagrimas dos Cruzados e dos Flamenguistas, que caiam abundantes do céu.

Enfrentando a chuva e o frio, sem saber quanto tempo mais teríamos que ficar por ali, ninguém se incomodava. Só cabia uma certeza e uma sensação. Fizemos história. Fomos história.

Com este modesto relato, homenageio a todos que estiveram conosco na Batalha de San Carlos de Apoquindo

VIVA A NAÇÃO ATLETICANA! VIVA O CLUBE ATLÉTICO PARANAENSE!



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