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18 jul 2017 - 22h33

Modelo europeu e esquema tático e técnico

Lendo a matéria na página do Atlético/ESPN, onde o blogueiro Mauro Cezar entrevista o Petraglia sobre a demissão do Eduardo Batista, me chamou a atenção alguns trechos, entre eles:

“Aqui no Atlético Paranaense, o modelo de jogo, o sistema tático e o técnico são definidos pelo clube, não pelo treinador”.

“Eles (técnicos) não aceitam, a atuação é personalista, pela sua forma de pensar. Não é institucional, mas pessoal. O Paulo viu a dificuldade de realizar a mudança que o CAP pretende fazer, ele acha muito radical”.

“A gente quer mudar, queremos um modelo europeu para o Atlético na gestão do futebol”.

Pois bem. Sobre estes conceitos que o clube quer implantar, tenho minhas dúvidas quanto à exequibilidade.

Se o sistema tático e técnico é definido pelo clube e não pelo treinador, basta montar um time à altura do ‘sistema’ e não precisaremos mais de técnico.
Independente do adversário ou da competição o ‘sistema’ sempre prevalecerá. Oba! Seremos invencíveis!

Como conceito pode até ser interessante, porém falta combinar com os adversários, principalmente porque o grupo do Atlético é composto por um bando de tiriças. Sendo assim, devido às circunstâncias, melhor é estudar cada adversário e competição e procurar se adaptar a cada situação.

Outra coisa que ficou claro, é que este time do Atlético não suporta fazer a tal ‘marcação alta’, não tem atletas para isto, não aguenta mais do que 20 minutos.

Sobre o modelo europeu que se quer adotar, penso da seguinte forma:

A história já nos mostrou que não se condiciona as pessoas a outras culturas de forma impositiva, no máximo, com a convivência elas vão se adaptando e absorvendo aquilo que lhe é conveniente, simpático ou útil.

Com a estrutura que o Atlético tem, é possível fazer um trabalho diferenciado, porém respeitando a nossa forma de viver e de sentir as coisas.

Sim. É possível extrair o melhor de nós (brasileiros) com trabalho correto e respeito.
Como exemplo temos o trabalho do Tite na seleção, pegou um grupo de jogadores com síndrome de vira-latas, humilhados pela Alemanha, adaptados a diferentes culturas, trabalhou o emocional destes atletas, respeitou suas individualidades e características técnicas e os motivou. Com pouco treino (devido o calendário), temos uma seleção que pode não ser a melhor, porém merece respeito.

Assim pode ser feito no Atlético, ainda a tempo de abandonar este sonho perfeccionista e transformar a nossa realidade.



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