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17 nov 2017 - 11h11

Ascensão & Queda de uma Falácia Desportiva

Muito penteadinho e muita goma pra pouco Futebol.

Entre moicanos e outras tendências da moda capilar, comprovou-se que desfilar o visu é mais importante do que jogar bola. Nas passarelas verdes Brasyl afora, o cap (minuscularizado por seus próprios administradores) lança a COLEÇÃO VERGONHA GIGANTE.

Adotara, a filosofia coxa de ser, implantada nas araucárias pelo espetacular e selecionável gestor Vilson Ribeiro de Andrade, fundamentada exclusiva e apenasmente no DISCURSO. Pai do Rosseto disse antes do jogo – trajado de passeio completo sob mais de 30º por ser oriundo da escola europeia de treinadores – que o time hoje vinha ofensivo… com 3 volantes. Ofensivo… com Pablo. Pablo é o retrato mais fiel da gestão Sallim. Uma ilegítima “prata da casa”, juntamente com Douglas Coutinho. Saiu na mídia que ele não jogara bem este ano em função de um problema pessoal, agora resolvido. Pergunto-me por que razão estava sendo escalado, se o problema o atrapalhava e refletia significativamente no desempenho geral em campo. Então, contra a Ponte o problema voltou? Respondo-me com a maior facilidade, tirando de cima da escrivaninha a resposta: é preciso vender, mesmo que o mundo o tenha regurgitado, habemos de negociá-lo. Temos a maior vitrine cinza do país, cujos bastidores escondem uma microempresa de reciclagem de lixo orgânico laboral, essa é a verdade.

O DISCURSO de que o CT do Caju é formador de talentos. Pois a modernidade exige a mescla entre as categorias de base e os mais experientes. Para formar esse grupo dos mais tarimbados, trouxeram os amigos de Autuori, o Sofista. Sujeito que não passa de um clássico político na área esportiva, muita garganta, vasta retórica para pouca eficácia, como ele mesmo gosta de arrotar. Aquele que gostava de Wanderson como terceiro zagueiro e deixou empatar um jogo que estava 2×0 pra nós, perdeu outros por recuar o time assim. Desembarcaram os seus amigos Grafitte, Carlos Alberto, Eduardo Silva, Jonathan, somados ao outrora campeoníssimo Lucho. Todos, da turma do chinelinho. Mal sabem se posicionar no “campo contrário”, como diz Rossetão, o desconhecedor do futebol brasileiro chamado para levar a equipe ao pódio do mundo em x anos: DISCURSO.

A cada rodada, fica comprovada a incompetência da diretoria para tratar o Futebol. É uma empresa falaciosa, pois consegue perder no mercado para outras de menor porte, porém maior dedicação, interesse, capacidade, vontade de competir. Perdemos para clubes que sabem muito melhor tratar os seus torcedores. Os seus sócios-torcedores. “O senhor não quer deslocar-se para uma cadeira nas curvas pelo mesmo valor de mensalidade? Obrigado querida, não sou habitante da cracolândia na cidade do gestor João Dória, e não creio que você seja uma assistente social, tampouco Guarda Municipal para enxotar pessoas humanas”. DISCURSO MORTO, se teve alguém que aceitou, desculpe-me, mas você é um otário, vendeu a sua honra para gente que lhe ignora por completo, tanto como sócio quanto cidadão.

A Arena se esvazia. O que prevalece e lota lá, é MMA, voleibol, shows internacionais, cultos religiosos, casamentos idem e oportunidade para recorde paranista com direito a torcida organizada completa, com bandeiras, baterias e gralha em lugar da caveira. Sem aptidão e apelando para o DISCURSO, compreende-se a outrora tentativa de se transformar o estádio em Arena Atletiba. Dize-me com quem planejas, que te direis quem és. Para que a obrigatoriedade de jogar uma partida da Libertadores em casa contra o Santos, se podemos pelear na Vila, com milhares de torcedores a menos vendo o Weverton entregar a classificação? A irresponsabilidade sempre é seguida com outro DISCURSO, o de que foi um partidaço injusto contra o Santos na Belmiro. Quem passou para jogar contra o Barça do Equador, não fomos nós.

Repito: A Arena não foi feita para Atleticanos. É nada mais do que um negócio, um estabelecimento comercial, cujo produto é de qualidade muito inferior no mercado. Por isso, não há competitividade. Por isso, a vergonha é soberana aos olhos de quem assiste.

Todos bem penteadinhos, terno passado com friso. Uniforme bonito. E um bando de boleiros velhos, quebradores de bola, desinteressados ou comprometidos com outros clubes. O visual não engana mais ninguém. De time que não chuta em gol, que não faz triangulação, esperar o que se é sempre mal escalado, mal substituído e mal jogado? Muy provavelmente, mal treinado.

Tenho pena de Paulo André, Thiago Heleno e Lucas Fernandes. Sério, da dó deles no meio de tanta ferida. Mas daí vem o craque do passado com o DISCURSO da mídia e anuncia na rádio que Pablo foi o melhor em campo contra o Botafogo. É pracabar, o ensaio da cegueira não tem limites, as pessoas perderam o senso de uma coisa fundamental na vida em sociedade: a perspectiva.

Bastaria um pouco de humildade e reconhecimento integral do comando em relação à própria incompetência, suficiente para ao apagar das luzes em 2017, entregar os bets. Seria um gesto cívico. Construíram um belo A380, não sabem pilotar.

Esse clube, nas mãos dessa gente, não tem presente, quem dirá futuro. Sabem por quê?

PORQUE ISSO AÍ, NÃO É O ATLÉTICO.

p.s.: Moda 2017, Coleção Vergonha Gigante. Qual o modelito para 2018? Fracasso? Descenso? Alea jacta est…



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