29 dez 2020 - 11h54

Quem manda nessa cidade sou eu

Sem os fundamentais Bruno Guimarães, Marco Ruben e Marcelo Cirino, os importantes Léo Pereira, Pedro Henrique, Thonny Anderson e outros que ajudavam manter o elenco “rodando” pelo excesso de jogos como Madson, com Rony já de saída (só jogou pela Supercopa do Brasil contra o Flamengo no início da temporada), o time sentiu muito a saída de tantos jogadores de um ano para o outro.

O esquema de utilizar jogadores Sub-23 comandados por um treinador jovem (Eduardo Barros manteve time invicto na reta final do Brasileiro de 2019) no estadual voltava depois das experiências de mesclar com mais experientes nas duas temporadas anteriores.

No principal o Athletico fez tentativas frustradas com diversos treinadores, esbarrando em alguns obstáculos do próprio clube: i) treinador tem que se encaixar no sistema do “jogo CAP”; ii) constante intercambio com a base sem indicação de jogadores e somente de posição; iii) ouvir e até mesmo obedecer os departamentos de inteligência, estatística e de fisiologia, o que força constante rodízio de atletas; iv) comissão técnica extremamente enxuta, tendo que utilizar o staff do clube; v) limitação salarial do clube que historicamente “economiza” no futebol.

Assim o clube apresentou meio tardiamente o conhecido Dorival Jr, com títulos na bagagem mas com últimos trabalhos sendo bastante contestados. Sua vinda causou certa surpresa pois seu estilo não parecia encaixar muito bem no conceito do “jogo CAP”, mas sua experiencia e carreira lhe deram lastro para o trabalho.

O Furacão foi a Brasília enfrentar o Flamengo pela Supercopa do Brasil, quase não viu a cor da bola e sofreu um inapelável 3 x 0 do embalado campeão brasileiro e da Libertadores do ano anterior. Pelo estadual os jovens iam vencendo e surgindo bons valores como os atacantes Pedrinho e Jajá. Na única partida que o elenco principal fez pelo estadual para dar ritmo ao time e o treinador Dorival fazer observações, o péssimo empate em casa contra o misto do Paraná Clube não serviu de alerta. Vencendo o Peñarol em casa com um golaço de letra de Bissoli, o time visitou o fraco Colo Colo no Chile e numa partida onde não deu sequer um chute a gol, perdeu por 1 x 0 para os chilenos. Foi o último jogo antes da parada por causa da pandemia da COVID-19.

VEIO O TRI ESTADUAL

O Athletico chegou na última rodada da primeira fase em condições de terminar como líder e ter todas as vantagens até a final, mas o time que até vencia mas não empolgava e apresentava erros grandes de posicionamento mesmo contra adversários fracos foi massacrado pelo Coritiba num Couto Pereira  já sem público e amargou uma 3ª colocação.

Após a paralisação de todos os campeonatos por causa da pandemia, o campeonato foi retomado em meados de julho, quando o Furacão enfrentou um time jovem do Londrina (que era contra a volta naquele momento) empatando por 1 a 1 e vencendo por 5 a 0 em casa. O Athletico decidiu voltar com os jogadores do elenco principal no estadual para lhes dar ritmo para o prosseguimento da Libertadores e começo do Brasileiro que se avizinhavam.

As semi finais foram contra o Cascavel, que decidiu em casa por ter ficado em 2º lugar na primeira fase (a primeira das duas vezes no ano em que um vacilo na última rodada acaba saindo caro depois): nova vitória por 5 em casa, mas com um gol do adversário e empate sem gols no jogo de volta já poupando boa parte do time.

As finais seriam contra o rival Coritiba e os times fizeram dois jogos equilibrados, onde o Furacão acabou acordando e jogando pra valeu últimos minutos de cada partida. Na ida na Baixada dia 2 de agosto, já no finalzinho, Cittadini bateu de primeira e deu a vantagem do empate na derradeira partida no estádio do rival.

Na quarta-feira dia 5 de agosto o Athletico fazia mais um dos inúmeros jogos frios do ano, sem emoção, mas contendo sem maiores problemas as investidas do Coxa. Um pênalti bem estranho e desnecessário cometido por Adriano, ex-lateral do rival no final do primeiro tempo deu vantagem ao Coritiba.

Torcida teve que ver de casa o Furacão vencer os dois Atletibas da final [foto: arquivo pessoal]
A segunda etapa foi mais aberta com chances para ambos os times, mas o Athletico resolveu mostrar a que veio somente nos momentos finais. Aos 44” do meio da rua o jovem Khelvenn, que havia entrado no segundo tempo manda um balaço do ângulo oposto do goleiro Muralha. Com o empate o golaço do garoto já daria o título ao Furacão, somente o segundo tricampeonato estadual da história ( o outro foi entre 2000 e 2002), mas o time ainda fez mais um após contra ataque em que o goleiro adversário teve e infelicidade de jogar a bola nos pés de Nikão que com categoria jogou no mesmo ângulo do primeiro gol, fechando o caixão do rival e dando o 26º título ao Furacão, o 4º nesta década.



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