14 jan 2021 - 15h44

E lá se vão 6 anos

O tempo passa.

Completamos hoje 6 anos de Nikão no Athletico.

Há exatos 6 anos recebíamos Maycon Vinicius Ferreira da Cruz, conhecido como Nikão.

Quando apresentado, acima do peso, vindo de campanhas não muito boas em outros clubes, Nikão foi posto em dúvida.

Mas o que poucos sabiam é que o caráter do Nikão foi forjado na dificuldade.

Mineiro de Montes Claros, não chegou a conhecer o pai, perdeu a mãe aos 8, a avó que o criou aos 16, o irmão e maior amigo aos 17.

As dificuldades fizeram com que ele quase perdesse ainda mais para o vício. Bebia desde criança.

Mas as dificuldades forjaram o seu caráter e, no meio de tudo isso, apareceu o Athletico.

Nikão não é um piá do Caju, mas mostrou desde sempre as características que todo garoto crescido no CT precisa demonstrar. Tinha talento, tinha raça, tinha sangue rubro-negro.

Não demorou para que caísse nas graças da torcida.

Nem tudo foi fácil. Teve momentos de dificuldade, críticas, enfrentou até mesmo a covardia do racismo.

Mas Nikão é forjado na dificuldade. Com ela cresceu e, com o apoio da família, da sua fé e do clube que o acolheu, ele conquistou o Brasil, as Américas, o mundo. Marcou seu nome na galeria dourada dos ídolos rubro-negros.

Os que lhe diziam “negro” foram obrigados a buscar refúgio na sua sombra. Os que duvidavam dele foram ofuscados pelo seu brilho.

Não, Nikão não é um piá do Cajú.

Talvez ele seja até mais do que isso.

Nikão é rubro-negro até os ossos.

Vida longa ao nosso craque! Vida longa ao nosso eterno 11.

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