15 jun 2021 - 20h14

Nem wifi! Dupla de zaga rubro-negra ostenta excelentes números

Não só de zagueiros é feito um sistema defensivo. A colaboração de todos os jogadores do time na recomposição ou na pressão para recuperar a bola é a chave para qualquer equipe que queira ter bons números na zaga. Mas em que pese a importância de todos os jogadores, é inegável que o maior fardo é sempre carregado pelos zagueiros. Se o time vai mal na defesa, as críticas sobram para eles (e para o goleiro). Então nada mais justo do que usar a mesma régua para medir também o sucesso no desempenho defensivo de uma equipe. E se depender da sua dupla de zaga titular, a torcida atleticana pode dormir tranquila.

Thiago Heleno é ídolo e um dos maiores zagueiros da história do Furacão. Desde 2016, quando o defensor começou a atuar pelo clube, o Athletico esteve entre as três melhores defesas do Brasileirão em três oportunidades (2016, 2019 e 2020).

Tal qual Thiago Heleno, Pedro Henrique parece ter encontrado seu lugar no rubro-negro. Contestado no Corinthians em suas duas passagens, no Furacão o zagueiro ostenta ótimos números, sobretudo quando joga em parceria com o General.

Embora tenha sido contratado por empréstimo em junho de 2019, Pedro Henrique só atuou com Thiago Heleno em uma oportunidade naquele ano, no empate em 0 a 0 com o Avaí pela última rodada do Brasileiro. Após seu retorno em 2020, aos poucos foi ganhando status de titular e se firmando como dupla oficial de Thiago Heleno.

Ao todo a dupla jogou junta em 38 partidas até aqui e os números são excepcionais: são apenas 27 gols sofridos, com uma média de 0,71 gols por jogo. Para se ter uma comparação, na história dos pontos corridos só houve 4 times com médias de gols menores: São Paulo em 2007 (0,5 gols sofridos por jogo), Corinthians em 2013 (0,58), Grêmio em 2014 (0,63) e Palmeiras em 2018 (0,68). Outro dado importante é que jamais um clube que terminou com essa média de gols sofridos no Brasileirão ficou abaixo da décima colocação.

Ao longo da parceria, a dupla acumula nada menos que 20 clean sheets e apenas 5 partidas em que sofreu mais do que um gol. Ótimos números, sobretudo considerando que a dupla atuou junta apenas em competições de alto nível (Brasileirão, Libertadores, Copa do Brasil e Sulamericana).

O excelente desempenho defensivo do Furacão vem garantindo um início de ano sólido, com a melhor defesa da primeira fase da Sulamericana e sem ter sofrido nenhum gol nas primeiras 3 rodadas do Brasileirão. E a julgar pelo desempenho histórico da dupla atleticana, quem tem que aprender a arte de “saber sofrer” são os atacantes adversários.



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