31 ago 2021 - 22h29

Tá ruim ou tá bom? Um balanço do 1º Turno do Athletico no Campeonato Brasileiro.

O Athletico preocupa.

O sentimento após a 5ª derrota consecutiva é de insatisfação e inquietação sobre o futuro. Não só no Campeonato Brasileiro, mas também nas Copas Sul-Americana e do Brasil.

Enquanto boa parte da torcida pede a cabeça do português António Oliveira, outros ainda defendem a manutenção do lusitano à frente do comando técnico do Furacão, devido ao ótimo início no campeonato.

O que acontece? Elenco curto? Excesso de jogos decorrentes das 4 competições simultâneas e prejuízo ao preparo físico? Falta de qualidade técnica dos reservas imediatos? Inexperiência do “Mister”? Tudo isso junto?

Em 17 jogos concluídos (faltando 2 oficialmente para o encerramento do turno), o Athletico (que já liderou a competição), encontra-se na 9ª posição, com 23 pontos, sendo 7 vitórias, 2 empates e 8 derrotas. Destas 8, cinco vieram numa sequencia ladeira abaixo nos últimos jogos. A defesa, outrora difícil de ser transposta, chegou a sofrer gols durante 14 jogos seguidos.

O Athletico do início do turno é um. O Athletico que termina esta etapa é outro. Pioramos!

Mas comparativamente, como estamos virando esta primeira página em relação aos anos anteriores?

Em 2020, nesta mesma rodada, o Athletico amargava a 19ª e PENÚLTIMA posição, à frente somente do Goiás, e com míseros 16 pontos, era candidatíssimo ao descenso. Posteriormente, com uma reação brilhante e comandado por Paulo Autuori, encerramos o ano como 9º colocado do certame.

Em 2019, a temporada é muito parecida com a atual. Athletico em 11º com 26 pontos ganhos. O Furacão do Tiago Nunes também adotava a estratégia de fazer o rodízio no Brasileiro, e dar foco total à Copa Libertadores e Copa do Brasil, na qual fora campeão neste ano. A fórmula adotada teve bastante sucesso. E se esta é a tônica, esperamos que seja repetida.

Em 18, sob o comando de Fernando Diniz um desempenho ridículo: o Rubro Negro dividia com o Paraná Clube a ZR, com apenas 4 vitórias em 19 jogos. Coube a Tiago Nunes a reação no segundo turno para qualificar-nos, além do título da Sula, com a 6ª posição no BR daquele ano.

De 2015 a 2017, o Athletico pontuou acima dos 30 pontos, e qualificou-se ao final do turno entre 6º a 8º. Boas campanhas, com elencos mais modestos.

A melhor performance do CAP em Primeiro Turno de Brasileirão foi em 2013, quando viramos a 19ª rodada na quarta posição.

Portanto, é praxe dizer que há uma oscilação ano a ano, e isto decorre do planejamento, ou falta dele. Estamos longe de viver as tragédias de virada de turno de 2020, 2018 ou 2011. Mas há alguma distancia ainda das melhores campanhas nos pontos corridos da competição.

Ainda temos duas partidas pela frente, para chegarmos a 19 jogos, e fechar o turno com 29 pontos, provavelmente uma 6ª. ou 7ª. posição.
Mas para isto o escrete de António Oliveira precisa jogar bola!

Esquecer que só as Copas importam, e que o nosso único titulo nesta competição (que é maior que Sul-Americana ou Copa do Brasil), já data de exatos 20 anos!
Ainda é possível evoluir, e buscar mais.

Até mesmo porque a premiação em dinheiro é bastante interessante.

Precisa se querer. Precisa se ter ambição.

Se vamos conseguir ou não, o tempo vai dizer.

Vamos por mais!!!

Acorda, Athletico!



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