2 set 2021 - 17h47

Dor de cabeça e aula de investimento

Há tempos o trabalho de António Oliveira é questionado, porém a frieza dos números o preserva. Afinal, chegar à reta final de duas copas e terminar o turno do Brasileirão na primeira metade da classificação não é de todo mal. Porém, após as últimas conquistas, esperava-se a tal mudança de patamar, contratações decentes, jogadores para compor um elenco que realmente pudesse almejar coisas maiores…

Após o fiasco de ontem, 01/09, no estadual, os olhos se arregalam, o alerta se acende, o alarme dispara. Um time apático, que se omite, sem variação de jogadas, sem ousadia, sem nenhuma tentativa de jogada individual, sem um líder técnico ou moral, sem vibração alguma, não se pode admitir essa falta de alma em um time profissional que almeja conquistas internacionais.
– Ah, mas foi só um empate, um deslize, tem o jogo da volta… – Amigos, jogamos contra um time de série D, sem goleiro reserva, com apenas 7 suplentes, sem contar com dois dos seus principais jogadores no campeonato brasileiro, por sequer estarem inscritos.

O elenco

Um time que chega ao patamar do Athletico tem que ter reservas para disputar um campeonato longo contra Flamengo e Palmeiras, os últimos campeões da América, imagina um campeonato estadual.
Sem dúvidas, sem falsa modéstia e nem arrogância, somos um time médio consolidado do futebol brasileiro, com alguns requintes de grande: salário em dia, selecionáveis no elenco, CT e estádio top, conquistas interessantes recentes, visibilidade internacional… Nessa situação, nossos reservas tem que atropelar qualquer adversário da série B, imagina da D?!?! No futebol, perder por um lance fortuito faz parte, mas jogar mal e sem nenhuma vontade contra o FC Cascavel não dá pra aceitar calado.
Sempre costumei nesses 45 anos de vida, valorizar o que é meu. Penso assim com nossos atletas, com nosso time, com nossa tradição… Sempre evitei e fui contrário à “queima” de jogadores, mas realmente cansei de tentar defender alguns personagens.

Vamos aos fatos!

Nicolas

Lateral esquerdo, 24 anos, atleta formado no próprio clube, definitivamente um jogador mediano para menos, só foi bem em clube sem expressão, sem tradição e sem cobrança. Na temporada 2021, ele entrou em campo em 19 partidas, mesclando estadual, brasileiro, copa do Brasil e Sul-Americana. No futebol de hoje, um lateral é de suma importância no setor ofensivo, até mesmo por que esse já jogou de meia e de ponta esquerda. Pois bem, nesses 19 jogos ele não participou de nenhum lance de gol, não fez nenhum gol e não deu nenhuma assistência, participou de 35% dos minutos dessas partidas, obteve 9 vitórias, 6 empates e 4 derrotas. Como somos um clube de negócios, temos que falar disso. Esse desempenho já custou ao Athletico uma desvalorização no mercado, do atleta, de 22% em relação ao momento em que retornou ao clube de empréstimo segundo site especializado em transferências e análise de desempenho.

Fernando Canesin

O belga, meia direita, 29 anos, 12° titular desde que chegou, quase sempre a primeira alteração de António Oliveira durante os jogos. Veio cheio de bandeira, o cara que jogou com Lukaku, ensinou ele… a falar português… Esperávamos pelo menos algum talento, já que o “belga anterior”, Felipe Gedoz, pelo menos sabia chutar a gol. Vamos aos números: participou de 22 jogos, participou de 4% dos lances de gol da equipe nesse período, fez 2 gols e não deu nenhuma assistência, esteve em campo em 22% dos minutos dessas partidas, obteve 13 vitórias, 6 empates e 3 derrotas. Pensando na principal razão do nosso clube, esse desempenho já custou ao Athletico uma desvalorização no mercado, do atleta, de 25% em relação ao momento em que chegou ao clube, vindo da Bélgica, segundo o mesmo site.

Carlos Eduardo

O cara que veio para ser o substituto de Rony, ponta esquerda, ponta direita, centroavante e o que mais precisar, 24 anos. A negociação mais estranha da gestão comercial rubro-negra, sempre vendemos e ficamos com uma pequena parte do atleta negociado, nessa foi diferente, recebemos uma pequena parte do Rony com uma pequena parte de um atleta em fase decadente, são os 20% mais caros da história do futebol atleticano. Bem, vamos aos tristes fatos, o cara é um atacante, veio para resolver, ser o titular, custou caro. Participou de 29 jogos, participou de 4% dos lances de gol da equipe nos 42% de tempo dessas partidas que esteve em campo. O desempenho efetivo desse atacante é genial, 2 gols e nenhuma assistência. Participou de 14 vitórias, 7 empates e 8 derrotas, em aproveitamento, o pior dos três. E finalmente, única coisa que importa no Athletico, ele já desvalorizou 1 milhão de euros desde que chegou! Sim, atacante que não constrói, que não decide jogos e que não faz gols só perde valor, já diminuiu quase 30% seu potencial valor de mercado, segundo os analistas.
Assim sendo, a nossa ressaca é só moral, mas quem conta as moedas deve ficar de olho nesses números, às vezes, rescindir dói menos no cofre, patrão.



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