8 out 2021 - 11h46

Robston, o “Magrão” da Baixada

Nessa coluna, certas vezes, você, leitor, sentirá dúvidas se o assunto é serio ou não, se o craque é “craque” ou “tiriça”. A ideia é a resenha! Lembrar nomes da história rubro-negra que merecem o “Oscar da Bola Atleticana”, quer seja pelo drama, pela comédia ou, até mesmo, pelo desempenho como ator principal, esse é o Troféu Joinha!

Depois de meses de novela, em março de 2011, Robston chega ao Furacão, um volante esguio, elegante, sempre de calça jeans molhada. Na época, o Athletico venceu a disputa pelo craque com o Santos. Com passagens por Gama e Brasiliense, no DF, e Botafogo, no RJ, Robston vinha de bons momentos no Atlético Goianiense, até “sumir, virar pó” e ficar uns dias sem aparecer pra treinar sem nenhuma justificativa plausível. No retorno, comunicou a diretoria que não mais vestiria a camisa do clube, às vésperas de um clássico com o Goiás, que queria vestir a camisa de um clube maior. Foi posto para treinar em separado e liberado para negociar com outro clube. A torcida queimou a bandeira com a imagem dele durante o jogo e o chamou de traidor. Um belo enredo!
O Furacão tinha um crédito a ser quitado pelo time goiano, de um empréstimo do zagueiro Antônio Carlos, então tudo ficou facilitado.
O craque é anunciado: Robston, à época com 29 anos, tinha certa rodagem e alguns títulos regionais e nacionais das séries B e C, além de ex-ídolo no Dragão.
Aqui, um fiasco. Jogou 19 partidas, entre estadual, Copa do Brasil, Brasileirão e Sul-Americana, jamais se firmou como titular e não marcou nenhum gol. Em setembro do mesmo ano, seis meses depois de sua chegada, foi dispensado. O motivo: desde o início do ano, no caso do sumiço em Goiânia, seu futebol nunca mais apareceu…
Foi um dos “heróis” do rebaixamento em 2011.
Após a passagem pelo Athletico, rodou em dois anos por Sport, Vitória e Ceará, sem sucesso. Achando rumo, novamente em Goiás, dessa vez no Vila Nova. Nessa fase, entre 2013 e 2016 foi ídolo lá, mas caiu no antidoping por uso de cocaína, em 2014. Retornou após suspensão, lá mesmo e, por esse motivo, de apoio num momento difícil, tem grande carinho pelo clube.
Já no fim da vida profissional de atleta, com duas cirurgias de joelho, rodou mais um pouco por três anos, jogou por Cuiabá, Botafogo-PB, Anápolis, Gama, Goiânia e Goianésia, onde teve nova lesão de ligamento e pendurou as, já cansadas, chuteiras.
Hoje é treinador das categorias de base do Vila Nova em busca de um lugar ao sol como treinador profissional.



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