21 out 2021 - 10h48

O Furacão voltou

Não podia ser num jogo qualquer…

Nosso retorno para casa tinha que ser numa semi-final de Copa do Brasil, contra o badalado e protegido Flamengo, do folclórico Renato Gaúcho.

Sim, sabemos que houve dois outros jogos com torcida, onde nossa performance foi apática, para se dizer o mínimo.

Mas ontem. Ah, ontem foi diferente.

Bastava olhar para os lados para ver os efeitos do reencontro do Furacão com a sua gente…

Não eram raros os que choravam, emocionados. Não eram poucos aqueles que pareciam não acreditar que estavam novamente em casa, junto da sua maior paixão.

É fato que vimos um primeiro tempo estranho, um time totalmente desorganizado.

Compreensível até, pois jogávamos contra um dos melhores elencos do Brasil, com seus midiáticos Gabriel Barbosa, Everton Ribeiro, Andreas Pereira e companhia. Um timaço, sem dúvidas, ainda mais reforçado por 4 figuras de amarelo e outros tantos na cabine do VAR. Ou seria FLAR?

Mas se a camisa deles pesa, a nossa enverga qualquer varal. E em noite de Furacão, urubu não voa…

O segundo tempo foi digno de quem tem raça, e não teme a própria morte.

Mesmo com o confuso esquema de Alberto Valentim, o time jogou como Athletico. Se nos faltou técnica e organização tática, nos sobrou o sangue forte. Cada carrinho na lateral era comemorado como um gol…

E nossa torcida? Ah, a nossa torcida… Cantou o tempo inteiro, esgotou a voz, ainda mais pela necessidade das máscaras. Não se entregou jamais, assim como o time dentro de campo.

E foi na raça que buscamos a virada com os ontem irrepreensíveis Pedro Henrique e Renato Kayzer.

É certo que o VAR atuou mais uma vez em favor do time do Rio, da mídia, proporcionando o empate injusto no apagar das velas.

Mas o recado que  ficou foi que nenhum time ganha do Athlético sem luta. Ninguem vence o Athlético por antecipação.

A classificação está em aberto. E vimos que podemos, e principalmente, queremos ganhar.

O time copeiro está de volta. A camisa que só se veste por amor pesa, e muito.

Ficou para todos a sensação de que o Furacão voltou.

 

 

 

 

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