29 out 2021 - 10h00

Um Mineiro menos badalado

Nos idos de 2012 a vida do sócio era mais tranquila dentro da Arena. Era possível trafegar entre os setores com tranquilidade e por essa razão era comum assistir o jogo de pontos diferente em cada tempo. Minha cadeira ficava na Madre Maria inferior mas volta e meia eu atravessava os corredores para chegar na Brasilio Itiberê superior e sentar próximo de uns amigos. Foi em uma dessas que eu ouvi os berros pela primeira vez.

“Tiiiiiira o Bruno Mineeeeiro!”, gritava um senhor de boné, sempre sozinho, sentado umas fileiras atrás de nós. Jogando bem ou mal, os gritos eram entoados toda vez que o atacante pegava na bola. Me perguntava se havia algum motivo maior pelo “carinho” do torcedor com o camisa 9, até que ele fez um gol e o senhor gritou “deeeeeixa o Bruno Mineeeeeeiro!”.
Bruno se profissionalizou no Londrina em 2005, mas começou a ter destaque em 2008. Atuando pelo Rio Branco de Andradas foi vice-artilheiro do Mineiro e se transferiu para o América, sendo emprestado posteriormente ao Náutico. A boa temporada em 2009 rendeu sondagens do futebol turco, mas o atacante acabou descendo no Aeroporto Afonso Pena e vestindo a 9 do Furacão.

Artilheiro do estadual de 2010 com 11 gols, Bruno já deu o cartão de visitas na estreia fazendo dois gols na goleada contra o Serrano (8×0). Foi emprestado no ano seguinte ao Sport, mas em 2012 retornou ao Umbará para a disputa da série B.
Deixou o Athletico (na época ainda sem o “h”) em 2013 e rodou por várias equipes, vindo a se aposentar em 2020 no Coimbra, de Minas Gerais, como maior artilheiro da história do clube com 20 gols. Mineiro também respirou os ares europeus, defendendo o Enköpings da Suécia, e asiáticos, defendendo o Al-Khor do Catar.Ainda assim, o Furacão permanece gravado na sua carreira como equipe que mais defendeu e mais marcou gols (sendo 24 gols em 67 partidas).

A realidade é que a mística do atacante Mineiro não se repetiu uma segunda vez. Ainda que injusta, a comparação é quase inevitável pelos fatos óbvios que até os olhos menos treinados podem ver. Bruno teve uma passagem não tão memorável, muito pelo rendimento da equipe no período, e mesmo que tenha sido sem taças recebe a homenagem do Trofeu Joinha.



Últimas Notícias

Fala, Atleticano

Jogo da vida

Por curiosidade, fui verificar qual a possibilidade da queda do CAP para a segunda divisão, e apresentou 16.4%, preocupante em vista que estamos num bolo…

Fala, Atleticano

Flertando com a ZR

Como já disse, estou feliz por ser Bicampeão Sulamericano e estar na final do Copa do Brasil, mas, deste jeito não dá. Ontem mais uma…