12 dez 2021 - 13h42

O caminho até a final: calma que o papai tá aqui, Flamengo

Não poderia ser diferente. Mais uma vez, o Athletico enfrentaria o rubro-negro carioca em uma competição eliminatória. Nos últimos anos, criou-se até um certo clima de rivalidade no confroto dos dois rubro-negros. Após a final da Copa do Brasil de 2013, onde o Furacão acabou sendo vice do Flamengo, os dois times se enfrentaram nos últimos 3 anos pela competição: em 2019 o Furacão eliminou o Flamengo na campanha que culminou no primeiro título da Copa do Brasil; em 2020 o Flamengo eliminou o Athletico nas oitavas; em 2021 o confronto aconteceu e, novamente, de forma emblemática.

PRIMEIRO JOGO, UM BALDE DE ÁGUA FRIA

O Flamengo era o grande favorito para os dois confrontos. Com um time muito mais caro, recheado de estrelas, toda a mídia esperava que o Flamengo passasse com sobras para enfrentar o Galo na final. Só não contavam com o time copeiro do Athletico.

O jogo começou com o time carioca tomando as iniciativas. Em um erro de posicionamento da zaga atleticana, o Flamengo abriu o placar aos 15 minutos do primeiro tempo. Após o gol, o time carioca perdeu um pouco do interesse na partida. Parecia jogar com certa empáfia, como se o jogo pudesse ser resolvido a qualquer instante. Não foi o que ocorreu. Ao final do primeiro tempo o Athletico reagiu. Pedro Henrique, de cabeça, igualou o marcador.

O Athletico voltou mais ativo para o segundo tempo. Parecia mais à vontade na partida. Próximo à metade da segunda etapa, Abner faz um belo cruzamento para gol de Renato Kayzer. Gol que ficou marcado pela comemoração “calma, o papai tá aqui”. O Athletico controlava bem a partida, até que o inesperado aconteceu. Em lance polêmico, ao apagar das luzes, o juiz marca pênalti para o Flamengo após contato de Lucas Fasson com Rodrigo Caio em cruzamento despretensioso. Pedro bate e empata a partida. Um balde de água fria em todos os torcedores.

SEGUNDA PARTIDA, UM BAILE ATLETICANO NO RIO DE JANEIRO

Com o resultado do primeiro jogo, o Athletico viria para a partida como um time quase desclassificado. O Flamengo estava confortável pelo empate conquistado no último lance da primeira partida. O que nem o mais otimista atleticano imaginaria é que o Furacão ia proporcionar um confronto histórico em terras cariocas.

O Athletico saiu na frente logo aos 10 primeiros minutos. Em jogada rápida, Kayzer invade a área e sofre pênalti. Nikão cobra com maestria e abre o placar. O Flamengo teve que se abrir e vir para cima do Furacão. Mas em um contra-ataque mortal, a bola sobra na ponta para Kayzer que dá ótima assistência para Nikão ampliar o marcador nos acréscimos no primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Flamengo tentou muitas vezes atacar, mas o Athletico controlava claramente a partida. Nesse momento também se destacou o goleiro Santos. O arqueiro atleticano fez ótimas defesas no segundo tempo. O time todo se comportou bem, buscando anular as ofensivas flamenguistas. Aos 44 minutos, o golpe fatal. Após ataque flamenguista, Zé Ivaldo recupera a bola e sai em contra-ataque veloz. Driblou, tocou, lançou. Saiu da área de defesa até o ataque, onde aproveitou uma bela assistência de Pedro Rocha, fuzilando Diego Alves que nada podia fazer. O Athletico fazia 3 a 0 no Flamengo em pleno Maracanã, valendo vaga para a final da Copa do Brasil.

NOITE HISTÓRICA, DESTAQUES INDIVIUAIS E COLETIVOS

Um dos grandes destaques dessa campanha da Copa do Brasil foi ele: Renato Kayzer.

O atacante simplesmente fez gol em todas as fases da copa do Brasil até agora: terceira fase, oitavas de final, quartas de final e semifinais, sendo um tento em cada, além de ser o artilheiro da equipe na temporada com dez gols naquele momento.

Nikão também é indiscutível. Ídolo histórico rubro-negro, marcou dois gols e deu uma assistência na competição. Mas, mais do que isso, a importância dele dentro de campo não se reflete apenas em números. É o verdadeiro termômetro da equipe.

Santos e Thiago Heleno também foram destaques até aqui, possibilitando que o Furacão mantivesse uma histórica campanha invicta até o momento.

Além disso, o coletivo do time se porta de forma muito inteligente, sabendo jogar a competição como ela deve ser disputada, tornando o Furacão um time muito competitivo nas copas e torneios mata-mata.

É com essa energia que o Furacão vem para enfrentar o Atlético Mineiro hoje, dia 12 de dezembro de 2021. Curiosamente, exatamente 3 anos após a noite da conquista da primeira Copa Sul-Americana. Que os deuses do futebol estejam presentes em mais um dia de final de copa.

Assuntos: |


Últimas Notícias

Libertadores

Vamos, oh meu Furacão

Os pouco mais de 1.800 km que separam Curitiba de La Plata começaram a ser enfrentados por centenas de atleticanos desde o último fim de…