30 ago 2023 - 19h13

Nascer, viver… mais que torcer!

Eu nasci atleticano, assim como meu pai, meu tio, minha tia. Assim como meu avô. Acredito que isso tenha ocorrido com muitas pessoas, que transmitiram o atleticanismo de geração em geração. Hoje em dia, com o crescimento do Athletico, isso está mudando um pouco. Mais e mais pessoas não nasceram atleticanas, mas se converteram em torcedores do Rubro-Negro.

Lembro que, desde pequeno, vivi o Athletico. De muita coisa não lembro, mas ouço as histórias dos meus familiares, revejo fotos e assisto aos vídeos da época em que eu mal sabia falar, mas já entoava o hino do Furacão e os cânticos da torcida. Eu vivo o Athetico desde sempre.

Falo disso nesta coluna porque, depois de resultados decepcionantes, com o time não rendendo aquilo que todo mundo esperava, meu pitaco vai para quem já jogou a toalha, deixou de ir aos jogos, passou a tratar a temporada como terminada. Meu pitaco de hoje vai para essa galera.

Como diz a música da Os Fanáticos, ser atleticano é “mais que torcer”: é nascer, viver… é apoiar até morrer. Por isso, não dá pra abandonar o barco só pela frustração de não alcançar os principais objetivos. Fazer isso não é torcer. A nação rubro-negra, que tem o “sangue forte”, é aquela que, “na boa ou na ruim”, canta “de coração, o tempo todo incentivando o Furacão”.

Se o atleticanismo é um estado de espírito, precisamos fazer com que esse pessoal que não “nasceu” rubro-negro comece a VIVER rubro-negro, entendendo que nem sempre a gente vai vencer, mas o apoio das arquibancadas nunca vai faltar.

O sentimento de luta e esperança que herdei do meu pai é o mesmo que pretendo passar para os meus filhos, pois foi vivendo o Athletico que pude, ao lado dele, comemorar as maiores conquistas da sua história. Meu pitaco de hoje, então, é pra que todo torcedor faça o mesmo e, independentemente do jogo, continue unido e cantando: “PRA CIMA ATHLETICO!”



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