19 dez 2023 - 11h26

Meu querido Furacão!

Estive pensando muito no Athletico. Tudo o que nos proporcionou e o tamanho que se fez presente em cada minuto, cada momento das nossas vidas. Ah esse Athletico……

Um Athletico que machuca, que nos abre feridas, que nos tira lágrimas e que por muitas e muitas vezes nos faz chorar de verdade. E como choram esses athleticanos! Minha Nossa Senhora! Choram na alegria, choram na tristeza.

Tive momentos muito especiais na Baixada este ano. Nem sempre foi o que rolou dentro de campo, mas grandes encontros com grandes amigos me fizeram um bem danado. Um abraço de saudade, um beijo carinhoso, novos torcedores que encantaram o nosso ano com seus carismas e seus corações gigantes. Foram seres iluminados, dos 6 meses aos 80 anos. Gênios, torcedores de Deus. A todos vocês, minha gratidão.

E o Athletico? Vamos falar um pouco de Athletico. Um ano perdido? Fracassado? Jogado no lixo? Eu mesmo muitas vezes reclamei. E cornetei. E xinguei. Fui exagerado em muitas oportunidades, mas não podemos nos culpar por nada disso. Somos, graças a Deus, torcedores do Furacão. E temos todo o direito do mundo. O encanto está aí, justamente aí. No extravasar das nossas almas, em momentos de desespero, em momentos de paz, em momentos de gol. Caramba, como é bom comemorar um gol do Athletico. Parece de verdade que o chão desaparece. E aparecem pessoas que você nunca viu na vida, mas que em fração de segundos, parecem nossos irmãos e que passam a fazer parte da nossa vida. Como é lindo um gol do Furacão.

Vem comigo, agora vamos falar de história. Fui ao campo menino, guri pequeno, quando conheci Ziquita. Hoje eu entendo, mas na época não entendia quase nada. Só ficava maluco, admirando as cores daquele que seria o meu time para o resto da minha vida. Demorei para ver meu time vencer. Não ganhava nada aquela praga que abraçou o meu coração. Fui em uma decisão. Couto Pereira, 1978. Eu tinha 7 anos. Perdemos nos pênaltis e vi o Coxa ser campeão. Aquilo me maltratou. Sei lá, voltei para casa cheio de orgulho, coisas malucas que jamais terão explicação.

Fui campeão em 1982, contra o Colorado. Só que existia um negócio atravessado na minha garganta e a todo momento eu lembrava daquele vice campeonato de 1978. Eu precisava muito ganhar do Coxa. E fui Bi Campeão em 1983! Oh glória! Quanta felicidade no Alto da Glória. Não tínhamos um estádio a altura, não tínhamos espaço e por anos tivemos que mandar jogos no Couto. Uma lástima, mas estávamos certos de que tudo iria passar.

E passou. E crescemos. E tomamos uma proporção gigantesca. E brilhamos! Cara do céu, como é bom torcer para o Athletico!

Hoje, olhando para o passado, agradecendo o presente e mirando o futuro, não tenho dúvidas de que eu, você aí e mais uma cambada de rubro-negros, são privilegiados por guardar no coração as cores mais lindas de um clube de futebol: as cores do Furacão.

Este ano de 2023 foi brabo! Não ganhamos o que queríamos ganhar. Não fomos o que queríamos ser. Ficamos tensos, tristes, frustrados. Acontece. Algumas noites bem dormidas com a cabeça tranquila no travesseiro, voltamos ao nosso nível de athleticanismo e percebemos que somos incrivelmente grandes. Não ganhamos e não passamos por algumas barreiras, talvez por capricho do destino, mas não existe culpado. Aliás, a culpa é nossa por termos um coração gigante e pensamos em querer mais. Sempre mais! Nos tornamos exigentes ao extremo, mas lembrem aí da nossa história dos anos 70 e 80, que contei logo ali pra cima deste texto. A nova geração não passou nem um pedacinho disso tudo, mas não podemos nunca nos esquecer onde estava o Athletico, o que viveu o Athletico e o que se tornou esse Athletico.

Nada a se lamentar. Erros serão corrigidos! Caminhos serão revistos. Ninguém, absolutamente ninguém que esteve a frente do trabalho do clube, desejou fazer o médio ou o ruim. Muito pelo contrário, são seres humanos que lutaram o tempo todo. Ainda assim, não deu. Sonhamos com a Libertadores, mas os anjos do futebol entenderam que não era o nosso momento. E não foi. Não há motivos para lamentação. Há sim, motivos para aprendizado, e como esse Athletico nos ensina…… Ah ensina! E muito! E em todos os jogos.

Somos um turbilhão de emoções. Às vezes é até preocupante, mas somos sim movidos por um negócio inexplicável, chamado Furacão da Baixada!

Querido Athletico, obrigado por este ano maravilhoso! Obrigado por novos amigos, obrigado por me arrancar algumas lágrimas até quando você entrou em campo. Obrigado, meu Furacão, por existir na minha vida.

Venha 2024! Venha cheio de esperança! Venha recheado de batimentos cardíacos acelerados! Venha cheio de bençãos! Venha cheio de amor! Venha com paixão, com fé e faça uma bagunça no nosso coração, outra vez!

Eu te amo Furacão! Eu te amo!

Feliz ano novo!



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