Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, sábado, 18 de fevereiro de 2006. Entre milhares de pessoas vindas de todos os lugares do país, estava eu lá, espremido entre a multidão curtindo o show de uma das maiores bandas de rock do mundo: Rolling Stones. Aquelas areias da praia mais famosa do mundo nunca mais serão as mesmas após a apresentação apoteótica dos ingleses. O megaespetáculo foi coberto por quase todos os jornais do Brasil e por grandes TVs do mundo todo, como CNN e BBC segundo a edição do dia seguinte do Jornal do Brasil que comprei numa banca no bairro de Botafogo.
Mas o que tem a ver Stones, Rock N Roll e o Atlético? Para este atleticano fanático teve tudo a ver lá, e muito. Antes do show, no meio daquela multidão de 1 milhão de pessoas encontrei um grupo de Curitiba bem perto de uma barraca onde se vendia cervejas. Nisso, começamos a comentar sobre futebol, até que pela empolgação do papo saiu um coro “Uhh!! Caldeirão!!”; e o tão conhecido “Atirei o pau nos coxas…”. Um amigo coxinha ficou revoltado com a cena e começou a nos xingar, enquanto os cariocas observavam aquela loucura rubro-negra com ares perplexos.
O show dos Stones começou exatos 21h15 levantando a areia e a empolgação de todos, tanto que muitos como nós esqueceram o cansaço de horas na estrada para curtir com toda energia aquele momento mágico do Rock que ali estava acontecendo. Mas o melhor para este atleticano ficou reservado após o show.
Voltando para o hotel, passamos em frente ao Copacabana Palace e até que alguém avistou: “cara, olha lá em cima! Pelo jeito os Stones são atleticanos! Você que é também, veja aquilo”; respondi: “Por quê?” até que avistei uma enorme bandeira do Furacão estendida em uma janela nos andares superiores do hotel mais famoso do Rio. Me bateu uma alegria enorme – quase caí de joelhos – tanto que cheguei mais perto e comecei a fazer umas fotos. Me lembrei sobre uma notícia veiculada semana passada aqui neste site que o técnico Lottar Mathäus estaria no Rio, então provavelmente hospedado lá. Se for outro o motivo pela colocação da bandeira na janela do hotel, até agora não tive informações. Na parte inferior do Copacabana Palace acontecia uma festa de famosos. Percebi que muitos ficaram observando o meu fanatismo em chegar mais perto para tirar foto de uma bandeira e não deles, ao contrário dos outros paparazzi no local.
O que mais valeu além do show é de ter a bela surpresa de ver o Furacão presente lá, sob qualquer forma. No dia seguinte, um belo domingo de sol, fui até a praia de Ipanema conhecer o famoso lugar, e passando perto do bar onde Tom Jobim e Vinícius escreveram “Garota de Ipanema”, um grupo de pessoas me viram com a camisa do Atlético e gritaram “Olha o Furacão aí!!”; “Valeu Cara!” e respondi: “Furacão até a morte, não importa aonde”. Me pareceu que eram de Curitiba, ou sei lá.
O melhor de tudo é chegar numa barraca de cachorro quente acompanhado do meu amigo “coxinha” e os cariocas começarem a elogiar o Atlético, dizendo que é o melhor time do Sul do país claro, jamais vão admitir que somos melhores que os quatro do Rio e fui muito bem recebido. No entanto, o amigo coxa estava de cara feia observando o papo, até que entreguei que ele era “verdinho da segunda”, no que mais rápido o dono da barraca disse: “Aqui então só rola papo de primeira, e de você só rola notícia amanhã, que é segunda!”. Depois dessa, ele afirmou que nunca mais quer voltar a falar de futebol no Rio de Janeiro.
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