Kyocera Arena: terra de ninguém

O torcedor atleticano reparou que todo e qualquer time vem jogar na Arena da Baixada e faz a festa? Se não sai comemorando os três pontos da vitória, como foi o caso do jogo de ontem contra o Corinthians, volta pra casa sem uma derrota na bagagem. E quando isso não acontece, os adversários do Furacão apitam as partidas dentro da Baixada como se a casa fosse deles. E não é de hoje que isso vem acontecendo.

A antes temida Arena da Baixada, o antigo Joaquim Américo, o verdadeiro Caldeirão do diabo, já não é mais o mesmo, infelizmente. O nosso estádio, o mais moderno estádio das Américas, é palco para festa de qualquer um. No jogo contra o Corinthians, na noite desta quarta-feira, os jogadores paulistas cansaram de fazer cera, o juiz abusou de inverter faltas, não marcou um pênalti em Pedro Oldoni e ainda por cima não deu os descontos que deveria dar.

No jogo da semana passada contra o Cruzeiro a mesma coisa: os mineiros vieram para a Arena, perderam um caminhão de gols e acharam o empate no finalzinho com mais um erro do juiz que deixou o lateral ser batido a mais de 10 metros do seu local original. Falta de atenção a parte, o nosso capitão e lançador Danilo, antes de se achar o Canhota de Ouro, deveria aprender a falar e a mostrar a todos quem realmente manda dentro dos nossos domínios. Até quando isso vai perdurar? Afinal de contas, quem manda na nossa casa?

Há muito tempo o Atlético deixou de ser imbatível dentro de casa. Nesse Brasileirão, jogamos 8 partidas dentro da Baixada, vencemos apenas 2 vezes, empatamos 4 vezes e perdemos 2 jogos; muito pouco para quem sempre se acostumou com vitórias dentro de casa. Esse fator só voltará a ter efeito contrário quando os jogadores resolverem mostrar mais garra, mais vontade e um pouco mais de técnica. Tenho certeza que, depois do que foi visto ontem contra o Corinthians, que a torcida jogará junto com o time e fará com que o Caldeirão volte a ferver.

Rapidinhas:

– parabéns aos atleticanos que foram ao Joaquim Américo ontem. Foi muito bom ver o time jogando sem vaias (algumas poucas que começaram foram logo abafadas), o apoio foi incondicional até o gol de empate do time paulista na falha gritante do goleiro Guilherme; depois da virada deles a torcida cansou, esfriou naturalmente e o time se perdeu em campo; no final, empurrado novamente pela fanática torcida atleticana, Rogerinho fez a jogada do gol de empate, fazendo a torcida explodir em alegria novamente;

– é claro e notório que o elenco atleticano é fraco e precisa urgente de reforços; tomara que a chegada do zagueiro Antônio Carlos, do meia Ramon e agora do lateral-esquerda Alessandro resolvam as carências e que o time engrene logo antes que seja tarde;

– segundo o colunista e amigo Juarez Villela Filho eu sou uma falácia; se ele falar mais uma vez vou acabar acreditando, porque, do jeito que a situação se encontra, é melhor ser uma falácia do que ser um palhaço, pois é assim que estou me sentindo cada vez que saio da Arena da Baixada.