Falácia, com F de Fleury

A diretoria do Atlético não foi feliz ao declarar que é uma falácia um torcedor não associado dizer que é atleticano.

Em que pese a excelência administrativa da era Petraglia, a ARENA é chata hoje em dia. Mais do que chata, é contraproducente e os “véios da reta”, corneteiros, secadores, transformaram-na em uma arma apontada diretamente para o nosso time.

É lógico que as vaias durante o jogo nunca ajudam o time, contudo, elas constituem um direito de qualquer torcedor que adquire um igresso e devem ser dirigidas não aos jogadores, mas ao representante maior do CAParanaense, Sr. João Augusto Fleury da Rocha.

Na qualidade de Presidente (de direito, pois o Presidente de fato sempre foi MCP), é ele quem traça as diretrizes do Atlético, que vão desde a contratação do Diretor de Futebol que rebaixou os verdes tendo a participação de Antonio Lopes, até a venda de bons jogadores, como Denis Marques.

A ele também deve ser atribuído arrefecimento do nosso Caldeirão. A proibição de faixas, bandeiras, bateria, caveirão, tudo em nome do conforto e em favor do espetáculo, tornou a ARENA burocrática e convidativa aos adversários.

A má gestão do departamento de futebol e a elitização da torcida tornaram a Administração Fleury um fracasso. E para dar um fim à fleuma que caracteriza esse mandato, o Presidente atribui à torcida o fracasso do time, aduzindo que não há condições financeiras de se contratar jogadores melhores. Por fim, os que não querem pagar para ver o Atlético jogar bisonhamente em casa são chamados de falácia.

Ora, convenhamos.

Falácia é dizer que não existe dinheiro para investir em jogadores ao mesmo tempo em que se declara aos quatro ventos lucro de mais de R$ 25 milhões nos últimos 2 anos.

Falácia é manter Vadão no comando do time.

Falácia é renovar com Erandir e contratar reforços tais como Claiton, Alessandro e Marcelo Tamandaré.

Falácia é tirar da ARENA o seu diferencial, qual seja a pressão a que os adversários eram submetidos.

Falácia é escrever aquela carta fiasquenta, quase afeminada, após o jogo contra o Grêmio.

Falácia é proibir bandeiras, bateria, faixas, caveirão e não consultar os maiores interessados sobre a proibição: os próprios torcedores.

Por fim, darei graças a Deus se o Atlético não for rebaixado esse ano.

Saudações rubro-negras.