A sorte já nos abandonou

Mais um sábado cinzento e desesperador.

O semblante de cada um dos abnegados que ainda frequentam a Baixada é digno de filmes de terror de segunda categoria (não é trocadilho!!)

O ódio e a raiva não superam o sentimento de decepção.

Enquanto figuras patéticas desfilam com a camisa rubro-negra, num autêntico anti-futebol, o sofredor atleticano belisca-se para saber se é realmente verdadeiro o espetáculo de horrores que lhe é oferecido e que teimam em chamar de jogo de futebol.

Os chamados fundamentos do jogo não são minimamente respeitados – passes de dois metros; escanteios; lançamentos; nada, absolutamente nada é executado com o acerto esperado, desanimando e irritando o sofredor espectador.

Se o todo é a soma das individualidades, estamos realmente no negativo, já que sinceramente, as participações de cada um dos sujeitos escalados pelo ultrapassado ex-policial é de dar dó.

Para o futuro imediato é preciso estabelecer um plano tático rigido e imutável – NÃO TOMAR NENHUM GOL!!!! Assim teremos uma expectativa de pelo menos empatar os jogos e, eventualmente, ganhar um ou outro, de forma a escapar da sombra do rebaixamento.

É isto caríssimos, na “draga” atual não adianta especular muito. Melhor é trabalhar uma meta factível e “se fechar” em torno desta.

A sorte já nos abandonou.