Mais uma vez após um jogo do Furacão, venho através deste dar uma de corneta.
Em minha opinião, o Furacão sempre joga melhor contra um time grande. Isto faz parecer que os jogadores querem demonstrar alguma coisa a mais. Sim, na esperança, e o que é certo nos últimos anos, de utilizar o CAP como um trampolim nas suas carreiras.
Mas vamos ao jogo, um bom jogo se considerar o que ambos os times apresentaram, o grande Furacão e os Bambis. Porém como sempre algum fator extracampo interferiu novamente em um possível resultado favorável ao CAP. Cita-se um pênalti escandaloso no Marcinho, em que a omissão do árbitro e do bandeirinha com um faz-de-conta que nada vimos. Enquanto de outro lado, o outro comparsa apenas se preocupava em levantar a bandeirola quando o Furacão avançava em contra-ataques, inventando impedimentos.
Também temos que avaliar outros fatores. A defesa ainda bate cabeça, como no primeiro gol dos Bambis e em uma bola na trave.
Pela ala esquerda, falta vontade ou caquete de marcador para o nosso Márcio Azevedo. Além de que, é claro, ele abriu o bico já no início do segundo tempo.
Pela ala direita o Raul apoia bem, mas também deixa a desejar na marcação.
O meio, ah esse meio talvez somente com a volta do Valencia, apesar de que na minha percepção o Chico jogou bem, foi firme na marcação. O problema é… o que faço com a bola quando tenho ela em meus pés. O Marcinho só levou bronca do treinador o jogo todo, devido à demora em lançamentos bem como aos passes errados. O treinador poderia ter colocado o Julio dos Santos e cadenciar mais o jogo. Agora o Rafael Miranda, este pelo jogo de ontem veio para ficar e vi nele um possível líder em campo, o qual falta ao Atlético neste momento.
E o ataque. Aqui acho que parece ser o maior problema. Não vejo o Rafael Moura jogar com vontade. Parece que este está tendo ciúmes do jovem Wallysson, o qual também ficou devendo. Quando estes dois perceberem que o jogo é coletivo, eu acredito que teremos uma grande dupla de ataque novamente. Poderia também o Sr. Geninho ter se utilizado do Patrick ontem, principalmente ao lado do Wallysson, dois moleques correndo para cima da zaga dos Bambis.
No mais, valeu para ganhar experiência e o técnico se convencer de que não adianta abrir uma vantagem mínima e aí ficar de defendendo. Pois água mole em pedra dura tanto bate até que fura, e ainda mais com uma ajudinha extra.
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