Durante toda a era em que o presidente do Atlético foi o Petraglia, não posso dizer que concordava com 100% das suas atitudes. Sua prepotência fazia com que eu discordasse de sua postura e de algumas decisões um pouco radicais, como, por exemplo, o distanciamento que ele impôs à imprensa que fazia a cobertura do Atlético (apesar de saber que algumas equipes de algumas rádios mais prejudicavam o dia a dia do Atlético, influenciando os torcedores de opiniões mais vulneráveis a se virarem contra a diretoria do clube, do que efetuando sua real função, a de cobrir jornalisticamente e de forma isenta os trabalhos do clube).
Porém, sempre achei que a postura da torcida era completamente injusta com o Petraglia. Vários torcedores, os quais certamente não acompanhavam os jogos do Atlético na antiga e simples baixada, na qual raríssimos jogos com 12 mil torcedores eram considerados lotados, e nem no longínquo, desconfortável e péssimo Pinheirão, recentemente se encontravam assistindo jogos no confortável novo estádio Joaquim Américo (Arena da Baixada) xingando em coro o Petraglia, esquecendo que estavam sentados na estrutura que o Petraglia teve coragem e visão administrativa para construir, em uma época em que o Atlético não tinha dinheiro para nada, e mesmo assim conseguiu montar equipes que subiram para a primeira divisão, foi campeão da 1ª divisão, uma vez vice-campeão da 1ª divisão, vice-campeão da Libertadores, formou vários jogadores de projeção nacional e internacional, e transformou o Clube Atlético Paranaense um time reconhecido e temido em todo o Brasil.
Recentemente, com o apoio desta mesma torcida, que me parece, em sua maior parte, com escassez de raciocínio lógico para entender e reconhecer o trabalho que foi feito durante a era Petragalia (talvez, se não tivesse havido a era Petraglia, a cidade estaria comemorando a Copa de 2014 no Estádio Couto Pereira e o nosso clube vendo consecutivos campeonatos paranaenses sendo conquistados pelo Coxa e pelo Paraná Clube), o Petraglia foi quase que designado como ‘persona non grata’, como se tudo que fez em seu período de presidência (formal ou não) tivesse sido extremamente prejudicial ao clube.
Bem, agora temos uma outra diretoria. Esta outra diretoria foi eleita utilizando o apoio do Mário Celso Petraglia. Posteriormente, o Marcos Malucelli se esqueceu do apoio do Petraglia. Também há o fato de a atual diretoria ter se elegido utilizando a promessa de investir fortemente no futebol. Sinceramente, qualquer time mediano do Brasil consegue fazer contratações que dão resultado. Mas para o Malucelli, a culpa de Atlético não poder contratar e fazer uma equipe decente é do Petraglia, que se endividou e não permite que o Atlético monte uma equipe competitiva.
Sinceramente? Se o Petraglia não tivesse passado pelo Atlético, não teríamos dinheiro para nada, não teríamos 22.000 sócios injetando uma quantia extremamente significativa no clube, não teríamos estádio. Aliás, teríamos que pagar para usar o estádio do Coxa quando precisássemos de um estádio com uma capacidade um pouco maior.
Traduzindo, julgo que a atual situação vergonhosa e calamitosa do Atlético se deve a atual diretoria. E tenho muito medo do que pode acontecer enquanto a atual diretoria estiver no comando.
P.S.: O Petraglia possui vários defeitos, assim como qualquer um tem. Porém, a falta de reconhecimento ao trabalho e competência dele é algo inconcebível.
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