Reforços chegaram

Galera!

Tudo resolvido!

Não há porque se preocupar com a baixa produtividade do nosso time. Li, nesta madrugada, num jornal de grande circulação nacional, que será distribuído daqui a três semanas, que o Atlético Paranaense abriu os cofres e contratou um (ou seriam vários) reforço(s), melhorando em muito a qualidade técnica do elenco. O jornalista começa o texto perguntando:

Quanto custaria para contratar um ou mais jogadores de alto nível?

Quanto custaria (salário, luvas, apartamentos, etc) manter estes jogadores para esta temporada?

O que fazer com a garotada que está subindo e que perderia a oportunidade com a chegada destas estrelas?

Como conciliar o(s) ego(s) do(s) craque(s) cujo salário(s) alto(s) remeteria(m) o patamar para bem mais alto do que já está?

Qual(is) a(s) possibilidade(s) de ocorre(m) contusão(ões), a exemplo do Claiton?

E a janela ? Buscar na série B ou C?

E a forma física, adaptação, o(s) empresário(s), etc?

E o grupo, como reagiria?

Enfim.

O clube da Baixada, no Paraná, encontrou a fórmula milagrosa para responder a todas estas questões, fortalecendo sua equipe com um investimento seguro, rentável e de fácil administração.

Chegou-se a um número mágico de atletas que precisariam ser contratados para reforçar o elenco. 19 craques. Do goleiro à ponta esquerda, como se dizia antigamente, mais reservas, naturalmente.

Qual o modelo de jogador que se quer ter para que se possa chamar de craque para o Atlético? Veja que este conceito varia de um time para outro.

Tirou-se, então como parâmetro o melhor, o super estrela “PAULO BAIER”. Pois bem, está aí o número e está ai o modelo. E o dinheiro? Fácil.

Pegou-se o montante que será contabilizado como prejuízo se cair para a série B + o custo da vergonha + a responsabilidade de cumprir promessas de campanha (vamos disputar os primeiros lugares em tudo!) + risco de perder a reeleição + perda de credibilidade dos torcedores menos fanáticos (os fiéis não abandonam) + a possibilidade de o Petraglia voltar devido ao insucesso, entre outros custos e conseguiu contratar os reforços. Vejam “os reforços”, plural.

Se o Paulo Baier é o homem, então que o Atlético pague a indústria farmacêutica BAYER, coloque-a no peito dos uniformes, acima da Philco, e teremos 20 Baiers, inclusive o original, o que resultaria numa brilhante solução para o mau futebol apresentado pelos 19 pernas de paus.

Talvez também o técnico se contamine e, usando o agasalho Bayer, tenha mais “sorte”.

Depois não digam que o torcedor não ajuda com boas ideias. Ou melhor, com brilhantes ideias.