Atlético, um time sem planejamento

Fazia algum tempo que não escrevia aqui no ‘Fala, Atleticano’ e, ao ler os diversos textos, vejo que a grande maioria dos torcedores está descontente com a situação em que se encontra o nosso time há mais de 4 anos.

A irritação começa com a contratação do Ocimar Bolicenho. Um paranista na direção do departamento de futebol rubro-negro.

Eu não consigo visualizar que um paranista, no comandando do departamento de futebol do nosso Rubro-Negro, possa fazer um trabalho decente. Quando a coisa apertar, o cara vai pular rapidinho do barco, pois não possui nenhum vínculo com o Rubro-Negro, a não ser o salário que ele recebe todo mês.

É o mesmo vínculo que nós possuímos com o Domingos Moro, porém, no caso dele, é o escritório dele que realiza um excelente trabalho, nos defendendo em causas frente ao STJD e, por muitas vezes, conseguindo amenizar a nossa situação. Esse vínculo, sim, traz benefícios ao clube, e é realizado fora do dia a dia do clube.

Deveríamos contratar um rubro-negro de coração, que esteja identificado com o nosso passado, com o presente e que tenha pespectivas para o futuro.

Existem diversos craques que vestiram a camisa rubro-negra e que serviriam como diretores do departamento de futebol (no meu ponto de vista, acredito que o Sicupira seria um excelente diretor, pois foi um grande jogador e entende do ambiente ‘INTERNO’ do clube).

Outra coisa, e essa infelizmente é culpa dos torcedores/associados, que acreditaram em um candidato à presidência, que na sua candidatura dizia que iria investir mais em chuteiras do que em tijolos. Não que eu seja a favor de um ou de outro, mas a escolha feita não surtiu nenhum efeito benéfico para nós torcedores/associados, que pagamos mensalmente ao clube o direito de assistir aos jogos e que quando vamos ao estádio vemos um time de médio para ruim jogar.

Foi feito o investimento em chuteiras, porém, só depois do barco estar quase afundando. E investiu em apostas como Preá, Eduardo, o gringo Rodrigo Díaz, que nem chegou a jogar uma partida e os atuais Everton, Brasão e Tiuí. As exceções foram o Alex Mineiro (que tem se contundido regularmente), Paulo Baier e Claiton(que mal chegou e se machucou). Não questiono a qualidade destes últimos, pois possuem qualidade técnica diferenciada, mas não conseguiram realizar uma sequência de jogos durante o brasileirão.

O que questiono é a falta de planejamento, pois estes jogadores não foram contratados no início do Campeonato Brasileiro, e sim do meio para o fim do campeonato, e não tiveram o tempo adequado para se prepararem física e taticamente.

O motivo para a não contratação destes jogadores é de que o clube não tinha dinheiro (isso no início do campeonato) e passou a ter dinheiro do meio para o fim do campeonato (sem ter vendido nenhum jogador).

Que planejamento é esse?

Quando a coisa ficou feia é que a diretoria começou a se mexer.

Por que contratamos jogadores que não passam de apostas? A cada 20 jogadores contratados, somente 1 ou 2 conseguem vingar no clube.

Cadê os olheiros do clube?

E o pior de tudo é ver jogadores que tiveram passagens ruins pelo nosso clube se destacando em outros times (caso de Evandro no galo, do Edno na Lusa, do Cristian e Jorge Henrique nos paulistas e outros mais).

Outro assunto que me deixa intrigado é a falta de patrocínio para o time.

A grande maioria dos times brasileiros possuem parcerias com grandes empresas. Por que o Atlético não possui uma parceria fixa (só agora é que fechamos com a Philco, porém, com valores irrisórios)?

Cadê o planejamento de marketing?

Por fim, o nosso presidente volta e meia vai à imprensa dizer, uma hora, que esse time é bom e que vai terminar entre as 3 primeiras posições em todos os campeonatos que disputar. Vejamos como foi a nossa participação nos campeonatos:

– ganhamos o Paranaense (porque o único rival são os ervilhas, e o resto é resto);
– copa do brasil: eliminados na oitava de final;

– Sul-Americana: eliminados na primeira fase;

– Brasileirão: só deus sabe.

Enfim, estes foram os nossos resultados nos campeonatos que disputamos.

Ainda com relação ao nosso presidente, ele ainda vai à imprensa e diz que o time é fraco e que vai lutar para não cair.

Com declarações como essa, a única coisa que o ‘nosso presidente’ consegue é desmotivar os nossos jogadores, pois estes não sentem confiança na direção do clube.

Esse é o grande estrategista que temos no comando do nosso clube.

Só quero deixar claro que também era a favor da mudança na direção do clube, pois como a coisa estava, com a direção anterior, eu não estava contente, porém, mudamos as cabeças e as atitudes continuam as mesmas ou até piores.

Só quando tivermos cabeças pensantes, com planejamento voltado tanto para o futebol (jogadores de qualidade, técnico capacitado, preparador físico, preparador de goleiro, diretoria de futebol), como para o clube (parcerias, patrocínios e força política dentro da CBF) é que voltaremos a ser vencedores.