No ouvido do Carpegiani

João Carlos; Alex Fraga, Gustavo Araújo, Eli Sabiá e Jean; Claiton, Mithyuê, Netinho e Branquinho; Maikon Leite e Guerrón.

Esta é a equipe considerada reserva para o apronto de hoje contra o time de empresários de Camboriú/SC. Um bom time sem dúvida.

Literalmente, aprecio e procuro manter-me atento às matérias dos atleticanos aqui neste espaço, assim como os colunistas.

Destacaria, para falar nos mais recentes comentários, que envolvem certa perplexidade e mesmo alguma contradição do treinador por relacionar o Guerrón para a peleja contra o Fluminense (há a menção de lançá-lo como titular !)e, curiosamente, Claiton Predador nem mesmo vem compondo o grupo reservado para as partidas.

Questão de opção do treinador, cautela com o estado físico do atleta ou, pior, algo mais profundo e obscuro?

Admiro Carpeggiani pois o vi jogar em campo e pela TV, sempre merecendo louvor por se tratar de um atleta diferenciado, sobrepondo a inteligência em tempos que boleiros equivaliam a bandidos do faroeste.

Em seu histórico, o gaúcho de Erechim recebeu ensinamentos dos melhores treinadores que passaram pelo futebol brasileiro, talvez do mundo, que foram Ênio Andrade, Claudio Coutinho e Rubens Minelli, dentre outros.

Fez boas limonadas com poucos limões no rival da terra, por aqui em 2001, no selecionado paraguaio, no Vitória/BA e em outras equipes que não me recordo agora, mas sempre mostrou coerência e boas luzes por onde passou.

Mas, se a questão é física – o que não acredito – Guerrón igualmente encontra-se sem plenas condições, apesar de não vir de contusão mais grave.

Claiton, não obstante se convalescer de contusão sérissima, possui um excelente currículo no contexto do Atlético/PR.

E alguém – urgentemente – deve soprar isto no ouvido do Carpa.

Treino, não obstante as melhores convicções do treinador sobre os bonzinhos – Chico, Deivid, Fransérgio e outros improdutivos – ainda é apenas treino.

Porém, jogo – oficial – é o que efetivamente importa.

Aí a experiência, a liderança em campo e a qualidade técnica fariam um belo diferencial em favor do Predador, pois não podemos depender tão somente do Paulo Baier.