Sr. Madson, não sabe o sr. que a comemoração do gol, o maior momento do futebol, agora tem que seguir um protocolo? Que a torcida adversária tem o direito de xingar o sr. durante noventa minutos regulamentares e mais os acréscimos, mas o sr. não tem o direito de ir zoar junto aos desesperados? Que o futebol está se tornando um cover do Torneio de Wimblendon, onde os torcedores acompanham o jogo com movimentos repetitivos cabeça à esquerda cabeça à direita , assim sucessivamente? E que seus tentos devem ser comemorados com apenas aquele sorriso amarelo-bretão?
Pois é, eu também não sabia, mas pelo que li e ouvi nas rádios querem te crucificar, afinal futebol tá virando um chatice. Com hipocrisia de tudo quanto é lado.
Sou do tempo em que mesmo nas dificuldades o pobre arrumava alguns tostões e ia até ao estádio para ver o seu time de coração e comer pão com bife, tempo que o mando era a única diferença, o estádio era dividido ao meio, e que a FESTA era algo admirável, sem cotas de 20% para visitantes, em que a civilidade valia tanto quanto a tiração de sarro no dia seguinte, não era necessário que alguém me dissesse como devia agir, educação e limites aprendi em casa com meus pais. Tempo em que descíamos do Pinga-Mijo ( ops! nossa! que pecado!) em direção ao Passeio Público juntos Atleticanos e Coxas,onde as brigas eram raras e a zoação era geral.
Não estou comentando a paixão e preferência clubística deste ou daquele torcedor, mas estou falando de uma separação que se vem impondo às torcidas ,como se fossem inimigos, que devem ser separados por cachorros , policiais dentro e fora do estádio, em que agir consciente de suas ações não importam mais. Deixe que o Estado, a CBF e imprensa e tudo mais pensem por vc , siga a conduta e viva em paz.
Fico imaginando o que aconteceria com Garrincha se ao entortar um João da vida?Levaria cartão amarelo ou seria expulso? Lembro do Capetinha ao fazer embaixadinhas na frente de um palmeirense, aqui já é outra história, falta de respeito pelo colega de profissão, merecido cartão pra ele, mas sem exageros. Renato Gaucho, em 82, quando aqui fez um gol contra nosso Atlético fez sinal de silêncio para nós e posso garantir, além do nosso ego não se feriu ninguem.
Portanto sr. Madson quando fizer um gol já sabe, siga o protocolo, cumprimente seus pares com um aperto de mão, em tempos de epidêmia apenas um aceno ou um curvar profundo à moda japonesa. Nada de sair comemorando um gol de calcanhar, coisa comum no futebol de hoje, tão alegre recheado de craques, gênios e BUROCRATAS.
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