Nathan: uma decepção

Quem está acompanhando a seleção brasileira sub 20 no sul americano da categoria verificou a pouca produtividade do meia Nathan.

Chegou com ares de craque, recebeu a camisa 10 de Alexandre Gallo, e pela predição do genitor tornar-se-ia a sensação do torneio, chamando a atenção de Real Madri, Barcelona e Bayern de Munique.

Seu pai e empresários já desdenhavam o Atlético, imputando ao clube paranaense a responsabilidade pela não decolagem de sua carreira, uma vez que estava sendo impedido de exercer a profissão na plenitude de suas atividades futebolísticas. Não vou entrar em assuntos que não conheço, como por exemplo as ingerências de MCP nos assuntos de renovação de contrato de jovens promessas, mas parece que não foi difícil o entendimento com procuradores de alguns, como Marcos Guilherme, Cryzan e Bruno Mota.

Nathan começou o campeonato como titular, mas foi caindo de produção, sendo sacado do time e terminou no banco. Nas ultimas partidas uma decepção, errava nos fundamentos básicos. Contra a Argentina, entrou na metade do 2° tempo e se destacou negativamente, sendo criticado pelos comentaristas da Sportv.

Ao contrário de Marcos Guilherme e Leo Pereira, que são titulares e vem fazendo apresentações razoáveis, o primeiro artilheiro da equipe, e o zagueiro firmando-se como titular, o jovem Nathan, um deslumbrado que acha que é o novo Zico (principalmente pelo seu genitor) realiza apresentações pífias e abaixo da crítica.

Alardeado por ser o novo “caso Dagoberto”, caminha para ter o mesmo destino do antecessor, que jamais decolou em sua carreira e nunca conseguiu realizar o sonho de jogar na Europa. Ao invés de manter a humildade de seus anos iniciais no Furacão, e seguir um cronograma de preparação cumprindo todas as fases evolutivas na carreira de um jogador da base, atingir a titularidade do profissional e se tornar reconhecidamente um craque de expressão no Brasil, prefere meter os pés pelas mãos e enveredar um caminho marcado pelo atropelo, ingratidão e falta de ética.