Arena

Não me surpreendo com a entrevista do Sr. MCP, nosso ‘grande atleticano’.

Para quem, no começo de sua gestão (1995), quis na surdina fazer uma fusão com o clube do puxadinho, tal posicionamento não me causa espanto.

Apenas com esse posicionamento já deu mostras de seus objetivos empresariais.

Obviamente que deste ponto de vista a idéia é excelente e está causando polvorosa.

Mas e você, atleticano, aceitaria isto? Por mais boa ideia que seja, eu jamais aceitarei e explico o porquê.

Petraglia argumenta que, unindo os clubes num mesmo local (estádio), é que poderemos ser grandes. Pois pergunto: Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Atlético Mineiro e até mesmo Santos não o são? Por acaso a dupla mineira, que tem o mesmo estádio para usufruir, são de menor prestígio que Inter e Grêmio que tem estádios próprios?

Acho então que esse não é o ponto.

O que deve chamar a atenção nesse suposto atleticano é que todos os resultados colhidos em sua gestão foram empresariais.

Os títulos vieram pela administração de pessoas que conhecem do futebol e a estrutura por sua habilidade empresarial que, pela união de interesses, se concretizaram os objetivos distintos.

A cada ideia formulada pelo ilustre personagem, não se engane, torcedor atleticano, este estará se lixando para a continuidade do CAP, mas sim em criar um novo(a) clube (empresa), não importando o nome e consequências.

Para ilustrar bem isso, lembrem-se da mudança de nome do nosso estádio de Joaquim Américo para Arena da Baixada (quase Arena MCP).

Time do coração a gente nunca muda, então, só uma pergunta MCP: o Sr. seria capaz de trocar de mãe?