Na tarde desta quarta-feira (2), a torcida organizada do Athletico-PR, Torcida Os Fanáticos (TOF) emitiu uma nota oficial após ser banida de frequentar eventos esportivos por um ano e três meses. Também foram suspensas – por um ano – Os Palhaços e a Fúria Independente. A ação foi ajuizada após atos de violência que envolveram as três agremiações em janeiro deste ano.

A condenação dos Fanáticos é por “a atos ilícitos praticados no interior do estádio durante o jogo ocorrido no dia 25 de janeiro de 2025”. Nesta data, o Athletico empatou sem gols com o Coritiba no Couto Pereira, mas a punição é por causa da briga com a torcida do Paraná no dia 11 de janeiro. Confira a nota oficial na íntegra.

NOTA OFICIAL – TORCIDA ORGANIZADA OS FANÁTICOS
A ASSOCIAÇÃO RECREATIVA TORCIDA ORGANIZADA OS FANATICOS (TOF), neste ato representada por seus advogados regularmente constituídos, vem a público reafirmar seu compromisso com a cultura do futebol, a paz nos estádios e, acima de tudo, com o repúdio absoluto a qualquer forma de violência. Atos violentos devem ser punidos com rigor, mas sempre com respeito aos direitos e garantias fundamentais pela Constituição, especialmente quando envolvem expressões legítimas de manifestação cultural, como o direito de torcer.
Até o momento, a torcida não teve acesso oficial a qualquer decisão ou medida eventualmente adotada por autoridades públicas. As informações que chegaram à diretoria foram obtidas exclusivamente pela imprensa, sem acesso direto a documentos formais ou à integralidade dos autos, o que naturalmente causa perplexidade e preocupação com a forma como o processo vem sendo conduzido.
A Associação Os Fanáticos é uma entidade legalmente constituída, com sede, estatuto registrado, diretoria eleita e sistema interno de controle e responsabilização. Cumpre integralmente o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público, instrumento legal que prevê obrigações objetivas de organização, prevenção à violência e controle institucional dos associados
Reiteramos seu histórico de colaboração com o poder público, com diálogo contínuo e atuação responsável junto às autoridades competentes em temas relacionados à segurança, conduta dos associados e organização das manifestações torcedoras.
As primeiras impressões indicam risco de generalizações indevidas, nas quais atos isolados de indivíduos não vinculados formalmente à associação estariam sendo usados como justificativa para medidas de impacto coletivo, sem a devida individualização da conduta, contrariando os princípios da legalidade, da razoabilidade e da proporcionalidade.
O direito de torcer é um direito constitucional, cultural e coletivo, protegido pela legislação brasileira, inclusive pela Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023). Qualquer medida que restrinja esse direito deve ser fundamentada com rigor técnico e jurídico, sem comprometer liberdades essenciais nem penalizar coletivamente milhares de torcedores organizados que seguem as regras.
A torcida permanece aberta ao diálogo institucional e já manifestou sua disposição de colaborar com a construção de um novo TAC, mais moderno e alinhado com a legislação vigente, que fortaleça a cultura da paz sem sacrificar a legitimidade da expressão torcedora.
Por fim, informa que serão adotadas todas as medidas jurídicas cabíveis, não apenas para a defesa da entidade, mas para preservar o direito de torcer, de se manifestar culturalmente, de se associar livremente e de participar de forma digna e legítima do espetáculo esportivo.
Curitiba, 02 de abril de 2025

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