Athletico-PR fica fora do top-10 de lesões, mas caso grave não entra na conta
Levantamento nacional coloca o Furacão na metade inferior do ranking de baixas médicas, mas…

Levantamento nacional coloca o Furacão na metade inferior do ranking de baixas médicas, mas a metodologia deixa de fora uma das situações mais delicadas do elenco em 2026.
As lesões foram uma preocupação em diferentes momentos da temporada do Athletico-PR, mas um levantamento envolvendo os 20 clubes da Série A mostra um cenário diferente quando o Furacão é comparado aos concorrentes. O clube aparece fora do grupo das dez equipes com maior número de baixas médicas registradas em 2026.
O estudo contabilizou 600 ocorrências entre os times da elite e considerou problemas clínicos que impediram jogadores de participar de pelo menos uma partida. No Athletico foram registradas 27 baixas em 42 jogos disputados, número que coloca o Rubro-Negro na 15ª posição entre os clubes com mais ocorrências.

Quantas baixas médicas o Athletico-PR teve em 2026?
O levantamento registra 27 ocorrências médicas no Athletico até 1º de outubro. O Furacão aparece empatado em número de baixas com o Bragantino, que disputou 48 partidas no período considerado, seis a mais que o clube paranaense.
Corinthians e Santos aparecem no outro extremo, com 41 baixas cada, enquanto a Chapecoense soma 40. São Paulo, com 34, e Vitória, com 33, completam as primeiras posições. Na parte inferior, o Vasco apresenta o menor número, com 15 ocorrências em 54 jogos, seguido pelo Bahia, com 20.
Os números, porém, não devem ser utilizados isoladamente para avaliar a eficiência dos departamentos médicos. Além da diferença na quantidade de partidas disputadas, o levantamento contabiliza ocorrências e não estabelece uma relação direta entre cada problema e a qualidade do tratamento realizado pelos clubes.

Por que um caso grave do Athletico-PR ficou fora da conta?
Gustavo Gomes não aparece no levantamento porque seu afastamento começou ainda em 2025. O meia de 18 anos rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo em setembro do ano passado e passou praticamente toda a temporada seguinte em recuperação, sem disputar uma partida oficial pelo Furacão.
A situação ficou ainda mais delicada quando Gustavo sofreu uma nova ruptura do LCA durante a fase final de recuperação, em setembro deste ano, e precisou passar novamente por cirurgia. Mesmo assim, o caso não entrou no ranking porque a metodologia considerou apenas baixas médicas iniciadas a partir de 1º de janeiro de 2026.
Assim, as 27 ocorrências ajudam a retratar parte do impacto físico sofrido pelo elenco durante o ano, mas não representam necessariamente todo o peso das ausências. O caso de Gustavo Gomes é justamente o principal exemplo de como os critérios adotados podem deixar fora da estatística um dos maiores períodos de afastamento enfrentados pelo Athletico na temporada.
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