foto: Reprodução Instagram do Paraná Clube

Athletico-PR perde plano B em Curitiba após decisão da CBF

O Athletico-PR ganhou uma nova preocupação para eventuais jogos como mandante no Brasileirão. Uma mudança ligada à tecnologia de arbitragem mexe diretamente com as alternativas do clube caso a Arena da Baixada fique indisponível durante a competição.

Segundo informações da Banda B, a Vila Capanema não poderá mais ser utilizada como opção para partidas da Série A se não receber o sistema de impedimento semiautomático. A decisão da CBF afeta o Furacão e também o Coritiba, mas pesa especialmente para o Athletico-PR em caso de necessidade de mudança de estádio.

Athletico-PR
Foto: divulgação

Por que a Vila Capanema deixa de ser opção para o Athletico-PR?

Porque a CBF passou a exigir estádios com impedimento semiautomático para jogos da Série A. Como a Vila Capanema não recebeu a instalação da tecnologia, o estádio deixa de atender aos requisitos para partidas do Brasileirão.

Na prática, se a Arena da Baixada estiver indisponível por causa de shows, eventos ou qualquer outro motivo, o Athletico-PR não poderá simplesmente transferir a partida para a Vila. A alternativa, que antes poderia ser considerada dentro de Curitiba, fica bloqueada pela nova exigência.

A situação muda o planejamento logístico do clube. Caso precise deixar a Arena, o Furacão teria poucas opções no Paraná, já que os demais estádios do estado também não contam com o sistema exigido pela CBF para o Brasileirão.

Athletico-PR
Foto: divulgação

O que o Athletico-PR pode fazer se a Arena ficar indisponível?

O clube teria que buscar outro estádio apto a receber jogos com a tecnologia exigida. Uma possibilidade seria atuar na casa do rival, caso o Couto Pereira estivesse disponível e liberado para a partida.

Se isso não fosse possível, o caminho mais provável seria mandar o jogo fora do Paraná, em algum estádio já equipado com o impedimento semiautomático. A CBF instalou a tecnologia em 19 estádios, que passam a ser as opções autorizadas para receber partidas da elite nacional.

Para a Vila Capanema voltar a ser alternativa, seria necessário investimento na implantação do sistema. O exemplo citado é o Palmeiras, que bancou a instalação da tecnologia na Arena Barueri para manter o estádio como opção quando sua casa principal fica indisponível.

O sistema funciona com cerca de 30 aparelhos celulares ligados à energia e conectados à internet. A estrutura grava a partida em alta definição e, com auxílio de inteligência artificial, cria uma leitura precisa dos movimentos dos atletas e da bola para auxiliar o VAR nos lances de impedimento.

Para o torcedor do Athletico-PR, a mudança deixa um recado claro: a Arena da Baixada ganha ainda mais importância no calendário. Se houver qualquer impedimento para receber jogos, o Furacão terá que procurar alternativas mais complexas do que simplesmente mudar a partida para outro estádio de Curitiba.