O maior adversário do Atlético é o próprio Atlético. Diversas vezes ouvi esta frase, mas sempre achei se tratar de uma figura de linguagem ou de retórica.
Pelo andar atual da carruagem, começo a acreditar que não se trata de mera locução, mas encerra uma grande verdade.
Fatos recentes demonstram que estamos nos enfrequecendo numa guerra fratricida injustificável.
Nossas torcidas ‘organizadas’ se degladiam entre si como se fossem facções criminosas, transferindo suas desinteligências até para o âmbito externo das arquibancadas, a ponto de se tranformarem em manchetes policiais.
Nossas lideranças políticas trazem para rua uma troca de insultos e acusações que não oferecem qualquer benefício ao Clube. Ao contrário, alimentam um ambiente cada vez mais hostil entre os simpatisantes das diversa correntes.
A impressão que fica é que estamos no centro de uma guerra de vaidades pessoais, que só contribuem para destabilizar o bom ambiente indispensável para traduzir bons resultados em campo como desejamos todos.
Estes fraccionamentos nos levam a um crescente enfraquecimento. Todos têm ou tiveram as sua virtudes e fragilidades.
Ahh… Que saudades quando éramos da torcida do Atlético e não de facções de torcida; que saudades do tempo em que vestíamos o uniforme só do Clube, que bom seria que todos nós atleticanos estivéssemos associados ao clube ao invés de vinculados apenas a torcidas ou associações paralelas.
As discussões e debates naturais desta paixão avassaladora gerada pelo futebol têm forum apropriado, as Assembléias Gerais. É lá que se devem lavar as eventuais roupas sujas… Deslocar isto para os sites e jornais só serve para deleitar aos nossos adversários tradicionais.
É hora de nos reagruparmos em torno do Atlético como o centro de nossas energias. SÓ A UNIÃO FAZ A FORÇA.
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