Constatações

Fazia já algum tempo que eu não assistia a um jogo do Furacão. Domingo último, a convite do meu caçula, compareci à Arena. O que vi e senti, todos viram e sentiram. O que observei, porém, penso, nem todos o fizeram:

a) percebi, logo de início – e cheguei a comentar com meu filho – que o Netinho estava completamente atordoado naquela posição de ala-esquerda, embora jogando com muita vontade e seriedade; cheguei a referir que o Vadão não deveria escalar o Netinho para cumprir aquela função, pois o menino ficava simplesmente apavorado quando o time do Paraná investia pelo lado direito. Fiquei a pensar: mas, afinal, por que razão o Vadão, de início, já não escalou o Marcão naquela posição e o Rogério Corrêa na zaga, ao lado do Danilo? Percebi, ao depois, o porquê – o Corrêa está completamente sem ritmo de jogo e sem preparo físico;

b) percebi, também, que o Marcão não é mais escalado como ala-esquerda porque não possui mais energia suficiente para desempenhar esse papel durante todo o tempo do jogo;

c) gostei demais da atuação do nosso zagueiro Danilo – embora tenha restrições quanto à qualidade do seu futebol, pois, para ele, como é visível, a tarefa de fazer com que a bola saia da nossa defesa com qualidade continua a ser um grande e indecifrável mistério;

d) surpreendi-me positivamente com a performance do jovem goleiro Guilherme, que jogou como um veterano e demonstrou grande personalidade (saídas do gol perfeitas, muita firmeza e reposições de bola em jogo rápidas e eficientes). Deixem o menino jogar, pois. Somente uma sugestão ao jovem goleiro: cuide um pouquinho mais do visual, que estava meio “untidy”.

Resumo da ópera: ao que tudo está a indicar, agora temos goleiro, só falta ajeitar todo o resto.