[Dia dos Namorados] Um amor ‘vira casaca’

Eu e minha esposa Queila nos conhecemos em 2001, quando trabalhávamos juntos. Naquele ano, como todos sabem, o Atlético fazia uma campanha fantástica no Campeonato Brasileiro e eu acompanhei praticamente todos jogos. Em agosto começamos a namorar, mas havia um detalhe: a Queila era coxa-branca. No começo ela não assistia aos jogos comigo, mas o Atlético começou a avançar no Campeonato e eu deixei claro que não iria abrir mão de torcer pelo meu time para ficar com ela.

No começo ela se chateou um pouco, mas resolveu dar o braço a torcer. Levei ela para assistir ao primeiro jogo DE VERDADE de sua vida – Atlético x São Paulo, pelas quartas de final. Ela gostou e até arriscou cantar algumas musiquinhas…

Mas foi naquele que, para mim, trata-se do melhor duelo do Atlético que já assisti, que sua paixão aflorou. Atlético e Fluminense, jogo que o Furacão ganhou por 3 x 2 e garantiu sua participação na final do Brasileirão. Até hoje me emociono e me arrepio quando lembro daquele derby. O ápice foi quando o jogo acabou e a torcida ainda ensandecida não arredava o pé da Baixada e gritava pelo Furacão. Os jogadores voltaram a campo e agradeceram o apoio dessa massa maravilhosa. Nem eu nem ela havíamos visto coisa igual e daquele dia para frente ela enfim se entitulou ATLETICANA!!

Anoiteci na fila para tentar ingressos para a final, porém não consegui. Assistimos aos dois jogos da final na casa de amigos e quando enfim o Atlético se sagrou campeão fomos para a frente da Baixada comemorar. Quem diria… Uma dita coxa-branca lá, cantando e pulando pelo Furacão!

Hoje somos sócios e vamos juntos à Baixada. Há momentos inclusive que fico surpreso com seu amor pelo Rubro-Negro. É… Há coisas que só o Furacão, digo, só o amor constrói!!!